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SIDROLÂNDIA- MS

Justiça decreta prisão da namorada de rapaz que matou pintor enterrado vivo

Ela é namorada de João Pedro Lopes, que confessou ter matado Magno em maio do ano passado, com ajuda de outros dois comparsas.

Redação/ Região News

26 de Maio de 2024 - 19:23

Justiça decreta prisão da namorada de rapaz que matou pintor enterrado vivo
A Polícia Civil cumpriu no sábado mandado da Justiça que decretou a prisão preventiva de Nathaly Machado da Silva. Foto: Divulgação

A Polícia Civil cumpriu no sábado mandado da Justiça que decretou a prisão preventiva de Nathaly Machado da Silva, de 19 anos, a quarta envolvida na morte do pintor Magno Fernandes. Ela é namorada de João Pedro Lopes, que confessou ter matado Magno em maio do ano passado, com ajuda de outros dois comparsas, Otávio Miguel Santos de Souza e Jailson da Conceição do Nascimento.

João Pedro e Otávio foram presos na quarta-feira e Jailson, sexta-feira, em Nova Alvorada do Sul. O pintor foi enterrado vivo no quintal da própria casa após ser agredido a marteladas na cabeça e esfaqueado na barriga. Nathaly é neta de dona Elma Machado que encontrou o cadáver do pintor ao arrancar um pé de mandioca.

Nathaly em fevereiro deste ano registrou um boletim de ocorrência contra o namorado João Pedro que teria ameaçado fazer com ela o mesmo que fez com Magno, ou seja, matá-la e enterrar o corpo no quintal da casa. A partir de então, a linha de investigação da polícia acerca do caso mudou e esse núcleo familiar virou o principal suspeito do crime. Durante as investigações, constatou-se que Nathaly teve participação no crime, encarregada de avisar o namorado, no dia do crime, que a vítima estava em casa, já que residiam no mesmo quintal, e o fez sabendo que os outros três autores estavam indo até lá para pôr fim a vida de Magno.

Também participou fornecendo materiais de limpeza para que os autores faxinassem o local no dia seguinte ao homicídio. A motivação do crime foi uma disputa pelo terreno da família. A mulher chegou a acompanhar os trabalhos investigativos da polícia e participou de duas buscas no terreno em busca do cadáver, com a participação da Polícia Civil e do Corpo Bombeiros. Ela se comportou como se nada soubesse, embora sempre teve conhecimento de que os restos mortais da vítima estavam enterrados no local, tendo, inclusive, segundo as investigações, participado do homicídio.

O Caso

Magno desapareceu em maio do ano passado, no entanto, a família só em novembro registrou o boletim de ocorrência por desaparecimento. Com isso, foram iniciadas as buscas e testemunhas foram ouvidas. O alerta sobre os autores acendeu depois que a namorada de João procurou a unidade para denunciar estar sendo ameaçada por ele, três meses antes do cadáver ser encontrado.

Na ocasião, ela relatou que o rapaz disse que faria com ela o mesmo que fez com Magno. No entanto, alegou que acreditava que ele estivesse falando apenas da boca para fora. A denúncia acendeu um alerta na delegada responsável pelo caso que decidiu levar o rapaz para prestar depoimento.

De acordo com ela, João negou o envolvimento no crime e de forma fria seguiu a vida normalmente, já que por não estar em situação de flagrante e nem estar com mandado de prisão em aberto, foi liberado.

A delegada Cynthia Gomes afirmou que mesmo assim a investigação continuou e a todo momento, tanto a jovem quanto o rapaz negavam envolvimento no crime. No entanto, a polícia já tinha informações de que Magno havia sido enterrado no quintal da casa onde morava. Inclusive, a garota chegou a participar de algumas buscas, mas de forma fria fingia não saber de nada.

Familiares do pintor ligaram para a delegada e informaram que um cadáver havia sido encontrado no terreno enquanto uma pessoa capinava o local e eles acreditavam se tratar do corpo de Magno. As equipes imediatamente foram para a residência, junto com a perícia, e confirmaram se tratar de uma ossada humana. A jovem foi novamente levada para prestar depoimento e o autor foi preso no local de trabalho.

A garota confessou que sabia do crime desde o dia em que aconteceu. Já João Pedro continuou negando até que decidiu confirmar ter matado Magno. Conforme a delegada, ele relatou o homicídio com detalhes sórdidos e entregou os outros dois participantes.