SIDROLÂNDIA- MS
Pharbox pagou R$ 820 mil em comissão pela venda de equipamentos para o hospital
A Pharbox Distribuidora Farmacêutica de Medicamentos Ltda, destinou mais de R$ 820 mil, o equivalente a 15% do valor da venda.
Redação/Região News
21 de Novembro de 2025 - 08:07

A Pharbox Distribuidora Farmacêutica de Medicamentos Ltda. destinou mais de R$ 820 mil, o equivalente a 15% do valor da venda (R$ 5,4 milhões )— a título de comissões para dois representantes comerciais que atuaram na venda de equipamentos para o Hospital Elmíria Silvério Barbosa.
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Segundo o Ministério Público, parte desse dinheiro teria sido utilizado para o pagamento em outubro de 2022 de propina a um grupo de vereadores que exercia mandato na Câmara de Sidrolândia em 2022, fato investigado pela Operação Dirty Pix. Algumas das transferências feitas na conta dos parlamentares foram feitas por estes representantes.
Em nota oficial, a empresa garante que não tem responsabilidade sobre o que os representantes fizeram com os valores recebidos e nega qualquer envolvimento em repasses ilícitos. A Pharbox sustenta que cumpriu integralmente o contrato de venda firmado com o Hospital Elmíria Silvério Barbosa, entregando e instalando dois equipamentos — uma Ressonância Magnética Siemens de 1,5 Tesla e uma Autoclave Industrial — que estão em funcionamento há mais de dois anos.
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A companhia relata que rompeu a relação comercial com os dois representantes logo após a entrega dos equipamentos, alegando “motivos de compliance e erro de conduta comercial”, além dos prejuízos que diz ter acumulado na operação.
“Jamais, em nossos 40 anos de história, fomos envolvidos em processos investigatórios ou ações criminais. Somos uma empresa idônea e cumprimos com a plena obrigação contratual no prazo e acima do pactuado”, declarou a distribuidora.
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A Pharbox classifica como leviano qualquer afirmação de que houve desvio por parte da empresa ou de seu antigo dirigente. Segundo a nota, basta uma visita ao hospital para constatar que os equipamentos estão instalados e operando há mais de dois anos. A companhia diz possuir toda a documentação referente à venda — notas fiscais, comprovantes e registros dos prejuízos sofridos — para apresentação às autoridades.




