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SIDROLÂNDIA- MS

Prefeito não vai à reunião e manda secretária dizer que servidores não terão reajuste em maio

No mês passado, os professores tiveram 5,4%, mesmo percentual do aumento do piso nacional do magistério.

Redação/Região News

14 de Abril de 2026 - 15:08

Prefeito não vai à reunião e manda secretária dizer que servidores não terão reajuste em maio
Prefeito Rodrigo Basso. Foto: Arquivo Região News

A Prefeitura de Sidrolândia está sem caixa para conceder o reajuste salarial anual dos servidores municipais que tem data-base em maio. O prefeito Rodrigo Basso não foi a primeira reunião de negociação com o Sindicato dos Professores, enviou como representante a secretária de Fazenda, Edilene Rodrigues, que não hesitou em anunciar a impossibilidade de concessão de reajuste, ainda que apenas a correção inflacionária. O argumento foi a queda de receita combinado com o comprometimento de quase 53% da receita líquida com pessoal.

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Em fevereiro o secretário de Educação, Villi Tognon, encaminhou ao Sindicato dos Professores, o compromisso de conceder, em maio, mais 3% de reajuste aos professores efetivos e 9% aos professores contratados. No mês passado, os professores tiveram 5,4%, mesmo percentual do aumento do piso nacional do magistério.

A presidente do Sindicato dos Professores, Maristela Stefanello, não se convenceu com os argumentos da prefeitura.''

A presidente do Sindicato dos Professores, Maristela Stefanello, contestou os argumentos apresentados pela administração municipal. Para ela, a decisão envolve prioridades de gestão.

Prefeito não vai à reunião e manda secretária dizer que servidores não terão reajuste em maio
Presidente do Sindicato dos Professores, Maristela Stefanello

“É uma questão de escolha. Quantos servidores comissionados aumentaram? Quanto está sendo gasto com gratificações? Por que ampliar cargos com uma reforma administrativa se agora alegam falta de recursos?”, questionou.

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No início do mês, a Prefeitura publicou um decreto determinando a redução de 10% nas despesas da administração após registrar queda de 22,4% na arrecadação no primeiro trimestre de 2026.

Dados do Portal da Transparência mostram que a receita caiu de R$ 98,08 milhões entre janeiro e março de 2025 para R$ 76,11 milhões no mesmo período deste ano uma redução de R$ 21,97 milhões.

Apesar da queda expressiva, parte dessa retração é considerada pontual. O resultado foi impactado pelo adiamento da cobrança do IPTU, tradicionalmente feita em fevereiro, mas transferida neste ano para julho, o que desloca receitas para o segundo semestre e afeta temporariamente o fluxo de caixa.

Mesmo com a frustração de receitas, os gastos do município cresceram. As despesas pagas saltaram de R$ 53,6 milhões em 2025 para R$ 81,7 milhões em 2026. Já as despesas liquidadas passaram de R$ 58,5 milhões para R$ 93,1 milhões no mesmo período.

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O decreto de contenção prevê cortes em diversos setores da administração, mas mantém exceções para despesas obrigatórias, como folha de pagamento, encargos legais e serviços essenciais, o que limita o alcance das medidas.