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SIDROLÂNDIA- MS

Vovôs do tráfico: idosa é solta para tratar câncer, mas marido segue preso após apreensão de mais de uma tonelada de maconha

No caso de Edilma, o juiz levou em consideração a ausência de antecedentes criminais e seu estado de saúde.

Redação/Região News

20 de Julho de 2026 - 08:14

Vovôs do tráfico: idosa é solta para tratar câncer, mas marido segue preso após apreensão de mais de uma tonelada de maconha
Entorpecentes foram levados para a sede da Polícia Federal. Foto: Divulgação

A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu manter preso o aposentado Hilton Dino da Silva, de 68 anos, e conceder liberdade provisória à esposa, Edilma da Silva, de 61 anos, presa na mesma operação que resultou na apreensão de 1.028,9 quilos de maconha, em Campo Grande.

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A decisão foi tomada durante a audiência de custódia. No caso de Edilma, o juiz levou em consideração a ausência de antecedentes criminais e seu estado de saúde. Conforme consta nos autos, ela faz tratamento para hipertensão e está em recuperação de um câncer, fatores que justificaram a autorização para responder ao processo em liberdade.

Hilton, por outro lado, continuará preso preventivamente. Segundo o Auto de Prisão em Flagrante (APF), ele foi abordado por policiais da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) quando deixava o imóvel dirigindo um Chevrolet Vectra carregado com caixas de maconha.

Durante as buscas, os agentes encontraram mais entorpecentes armazenados em um cômodo da residência e outros tabletes escondidos dentro de quatro pneus de caminhão em uma obra localizada no terreno ao lado. A carga total apreendida chegou a 1.028,9 quilos de maconha.''

Em depoimento, Hilton confessou que havia sido contratado por um homem conhecido apenas pelo apelido de "Gordo" para guardar a droga e, posteriormente, entregá-la a uma terceira pessoa nas proximidades da Avenida Guaicurus. Ele afirmou não saber o nome verdadeiro do contratante nem quanto receberia pelo serviço.

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O aposentado contou ainda que conheceu o suposto traficante em um restaurante localizado em um posto de combustíveis na saída para Sidrolândia, poucos dias antes da prisão.

Edilma também admitiu que sabia da existência da droga no imóvel, mas afirmou desconhecer quem levou a carga até a residência e quem contratou o marido. Ela declarou ainda que nunca havia sido presa ou processada criminalmente.

O casal sustentou que a casa utilizada como depósito pertence ao filho e à nora, que estariam viajando quando a maconha foi armazenada no local. Segundo os dois, os familiares não tinham conhecimento da utilização do imóvel para guardar os entorpecentes. A obra vizinha, onde parte da droga foi localizada, pertence a outro filho de Hilton. Até o momento, não há indicação de envolvimento ou responsabilização dos familiares.

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A prisão ocorreu após a FICCO/MS receber informações de inteligência indicando que um casal de idosos estaria utilizando um imóvel da Capital como depósito de drogas. Os suspeitos passaram a ser monitorados durante a semana, até a abordagem que culminou na apreensão da carga e na prisão em flagrante por tráfico de drogas.