SIDROLÂNDIA- MS
Justiça afasta investigador e coloca dois suspeitos em liberdade após furto de pneus em pátio da Delegacia
Conforme o processo, o acesso ao pátio teria sido facilitado após o investigador abrir o portão da unidade policial, permitindo a entrada dos demais denunciados.
Redação/Região News
20 de Julho de 2026 - 13:57

A Justiça determinou o afastamento do investigador da Polícia Civil A.O.S, conhecido como “Anderson Caverna”, acusado de envolvimento em um esquema de furto de bens apreendidos no pátio da Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia. Na mesma decisão, o juiz de Direito Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPE) e concedeu liberdade provisória aos outros dois denunciados, que responderão ao processo sob medidas cautelares.
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A decisão judicial foi disponibilizada nos autos no último dia 29 e determinou a suspensão do exercício da função pública do investigador, além do bloqueio de seus acessos aos sistemas institucionais da Polícia Civil. O afastamento deverá ser reavaliado pelo Judiciário a cada 120 dias.
Segundo a denúncia aceita pela Justiça, o investigador A.O.S. teria utilizado a função pública para facilitar a entrada de outros dois envolvidos no pátio da delegacia, onde estavam veículos apreendidos. Os suspeitos A.G.S. e R.V.S. teriam entrado no local durante a madrugada e retirado quatro pneus de veículos sob custódia do Estado.
Conforme o processo, o acesso ao pátio teria sido facilitado após o investigador abrir o portão da unidade policial, permitindo a entrada dos demais denunciados. Dentro do espaço, os dois homens teriam utilizado ferramentas para remover os pneus, que foram colocados na carroceria de um veículo.
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A ação foi interrompida por policiais militares, que encontraram A.G.S. e R.V.S. ainda no local, com os equipamentos utilizados e os pneus já separados. A investigação também contou com imagens do circuito interno de segurança da delegacia, apontadas pelo magistrado como elementos que reforçam os indícios de autoria e materialidade.
Investigador permanece afastado e com acessos bloqueados
Na decisão, o juiz destacou a gravidade da suspeita envolvendo um servidor público com acesso privilegiado às instalações policiais. Além do afastamento físico da unidade, foram determinadas restrições para impedir o acesso do investigador a sistemas, bancos de dados e informações internas da instituição.
Apesar da suspensão das funções, o policial continuará recebendo remuneração nesta fase, conforme apontado na decisão judicial, por ausência de previsão legal para corte salarial durante a medida cautelar.
A determinação foi comunicada à Delegacia-Geral da Polícia Civil e à Corregedoria da instituição para cumprimento das medidas administrativas.''
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Já os outros dois denunciados, A.G.S. e R.V.S., tiveram a prisão preventiva revogada e passaram a responder ao processo em liberdade.
A decisão considerou manifestação favorável do Ministério Público e aplicou medidas cautelares, entre elas:
- recolhimento domiciliar no período noturno, das 19h às 5h em dias úteis, e integralmente nos dias de folga;
- proibição de deixar a comarca por mais de oito dias sem autorização judicial;
- obrigação de comparecimento aos atos do processo quando forem convocados.
- O descumprimento das regras poderá levar à decretação de nova prisão preventiva.
Com o recebimento da denúncia, os três acusados terão prazo de 10 dias para apresentar defesa escrita no processo.




