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Sidrolândia

H3N2 já provocou duas mortes em Mato Grosso do Sul em 2026; uma delas em Sidrolândia

Os óbitos ocorreram até o último dia 17 e estão associados a casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Redação/Região News

25 de Janeiro de 2026 - 19:38

H3N2 já provocou duas mortes em Mato Grosso do Sul em 2026; uma delas em Sidrolândia
Vacinação. Foto: Osnei Restio/Prefeitura Nova Odessa/Divulgação

O vírus influenza H3N2 já provocou duas mortes em Mato Grosso do Sul neste ano, segundo o boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Os óbitos ocorreram até o último dia 17 e estão associados a casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

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De acordo com a SES, as vítimas moravam nos municípios de Corumbá e Sidrolândia e tinham mais de 60 anos. A pessoa que residia em Sidrolândia era uma mulher de 65 anos, que apresentava comorbidade associada à imunodeficiência, fator que aumenta o risco de agravamento da doença. Não foram divulgadas informações detalhadas sobre a outra vítima.

O boletim não esclarece se os casos estão relacionados à chamada gripe K, uma linhagem do vírus H3N2 identificada no Brasil pela primeira vez em dezembro do ano passado, conforme informou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Secretaria Estadual de Saúde foi procurada para esclarecer a relação entre os óbitos e a nova linhagem, mas ainda não se manifestou.

Ano passado ato Grosso do Sul registrou 10 mortes provocadas pelo H3N2. Já o vírus influenza que mais causou óbitos no Estado foi o H1N1, com 127 mortes, número considerado recorde desde o início do monitoramento epidemiológico, em 2009.

Neste ano, o Estado contabiliza 125 casos de SRAG associados à influenza, com 13 óbitos confirmados. Em Sidrolândia, foram registrados 9 casos de influenza com hospitalização em 2025. Em 2026, o município confirmou a primeira morte por influenza, justamente a idosa de 65 anos, vítima do subtipo H3N2.

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A vacinação segue como principal forma de prevenção. No município, já foram aplicadas 6.621 doses da vacina contra a influenza, sendo que 5.681 pessoas receberam a dose única. A cobertura vacinal de 54%, índice considerado abaixo do ideal pelas autoridades de saúde.

Influenza: o que é e por que preocupa

A influenza é uma infecção respiratória aguda causada por vírus que circulam com maior intensidade em determinados períodos do ano. A doença pode variar de quadros leves a graves e, em situações mais severas, evoluir para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente em idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades.

Os principais subtipos do vírus influenza em circulação no Brasil são H1N1 e H3N2. O H3N2 tem sido associado a casos mais graves e óbitos recentes no Estado. Por sofrer mutações frequentes, o vírus exige vacinação anual, mesmo para quem já se imunizou em anos anteriores.

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Os sintomas mais comuns incluem febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo, cansaço e dificuldade para respirar. Em caso de agravamento dos sintomas, a orientação é procurar atendimento médico imediato.

A vacinação é a principal forma de prevenção, pois reduz significativamente o risco de complicações, internações e mortes. Medidas simples, como higienizar as mãos com frequência, evitar aglomerações em ambientes fechados e usar máscara ao apresentar sintomas gripais, também ajudam a conter a transmissão.