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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Segunda, 19 de Outubro de 2020

Agronegócio

Apesar de queda, MS foi o maior produtor de celulose do país no ano passado

Campo Grande News

16 de Outubro de 2020 - 07:55

Árvores de eucalipto em fase de crescimento em plantio de MS. (Foto: Semagro)

Apesar de uma queda de 16,6% na quantidade de madeira colhida, se comparado ao ano de 2018, Mato Grosso do Sul foi o maior produtor nacional de madeira em tora para papel e celulose do país no ano passado, somando 14,6 milhões de metros cúbicos de área plantada. As informações são da pesquisa da PEVS (Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura) 2019, divulgada hoje (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Entre os dez municípios com as maiores áreas de florestas plantadas do Brasil, cinco estão em Mato Grosso do Sul. Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, inclusive, apresentaram as maiores áreas de florestas plantadas do país, com 263,7 mil hectares e 217,3 mil hectares, respectivamente, seguidos por Telêmaco Borba (PR), com 159 mil hectares. Água Clara (131.942 mil hectares); Brasilândia (128.600 mil hectares) e Selvíria (87.321 mil hectares) também estão entre as regiões com maiores áreas plantadas.

Três Lagoas também gerou o segundo maior valor da silvicultura (R$ 247,3 milhões). O instituto classifica este tipo de ocupação do solo como aquela caracterizada por plantios florestais de espécies exóticas ou nativas, sendo que a maior predominância no Estado é a da espécie eucalipto. Ribas do Rio Pardo completa a lista das regiões com os dez maiores valores da produção da silvicultura em 2019.

Em todo o país – Em 2019, 3.523 municípios brasileiros registraram 10 milhões de hectares de áreas de florestas plantadas. A produção de eucalipto para a indústria de papel e celulose ocupa 7,6 milhões de hectares, enquanto o Pinus está em 2 milhões de hectares e outras espécies, em 387 mil hectares.

Em 2019, a silvicultura contribuiu com 77,7% (R$ 15,5 bilhões) do valor da produção florestal (R$ 20,0 bilhões), com queda de 5,0% em relação a 2018, após três anos consecutivos de crescimento. Já a participação da extração vegetal (coleta de produtos em matas e florestas nativas) foi de 22,3% (R$ 4,5 bilhões), com alta de 6,4% frente a 2018. Dos nove grupos de produtos que compõem a exploração extrativista, sete tiveram aumento no valor de produção.

Os produtos madeireiros representam 64,5% da extração vegetal, seguidos pelos alimentícios (27,4%), ceras (5,3%) e oleaginosos (2,3%).