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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Domingo, 20 de Setembro de 2020

Agronegócio

Chuva na Argentina paralisa controle da nuvem de gafanhotos; Brasil autoriza uso emergencial de produtos

Clima frio e chuvoso no país vizinho fez com que os gafanhotos não se deslocassem por grandes distâncias.

G1

30 de Junho de 2020 - 13:38

Técnicos do governo da Argentina continuam monitorando o deslocamento da nuvem de gafanhotos que se aproximava do Brasil e do Uruguai.

Devido às chuvas que ocorreram no país vizinho na segunda-feira (29), a avaliação da equipe do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) é de que a nuvem “não tenha se deslocado por grandes distâncias”, seguindo na província de Corrientes.

Na manhã desta terça-feira (30), os técnicos voltaram a campo para localizar os insetos e, se possível, voltar a fazer o controle da população de gafanhotos.

Brasil autoriza uso emergencial de inseticidas

O Ministério da Agricultura concedeu autorizações emergenciais e temporárias para uso de alguns inseticidas biológicos contra pragas de gafanhotos.

Em portaria no Diário Oficial da União desta terça-feira, o ministério ainda estabeleceu diretrizes para a elaboração de planos de supressão da praga de gafanhotos, que deverão ser estabelecidos por órgãos estaduais a partir de diretrizes federais.

Apesar do estado emergencial, o ministério disse na última quinta-feira que avaliava no momento como pouco provável que os gafanhotos avançassem para território brasileiro.

Na portaria publicada nesta terça-feira, o Ministério da Agricultura autorizou a inclusão da espécie de gafanhoto "Schistocerca cancellata" nas recomendações para uso de inseticidas biológicos à base de "Beauveria bassiana" e "Metarhizium anisopliae".

As autorizações estão limitadas a casos de ocorrência comprovada de surto da praga de gafanhotos em sua fase gregária, com aplicação terrestre por meio de tratores e aérea.

Culturas incluindo milho, soja, café e algodão estão entre as que poderão utilizar esses produtos.

As autorizações para uso dos produtos permanecerão vigentes enquanto perdurar a situação de emergência fitossanitária, ainda de acordo com o texto das medidas, assinado pela ministra Tereza Cristina.