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Agronegócio

Planejamento, clima e tempo curto: como está a colheita da soja em MS

Produtores correm para garantir retirada dos grãos no momento certo, a tempo de garantir o milho de segunda safra.

G1

08 de Março de 2020 - 19:18

Planejamento, clima e tempo curto: como está a colheita da soja em MS

A colheita da soja continua em ritmo acelerado em vários estados do Brasil, e é um período de muito trabalho para os agricultores, técnicos e funcionários das fazendas.

No município de Maracaju, em Mato Grosso do Sul, o Globo Rural visitou uma propriedade com 6 mil hectares que tem tradição na produção de soja. Em novembro do ano passado, foi mostrado como estavam os trabalhos de plantio da safra. Agora, é hora de ver como está a colheita.

Na fazenda, 2.300 hectares foram cultivados com soja nesta safra. Para dar conta de tanto talhão, a propriedade conta com 3 colheitadeiras e mais de 30 funcionários com carteira assinada. O agricultor Luiz Alberto Moraes é o dono fazenda e está animado com o resultado.

“A gente já começa com produtividade já bastante razoável, nós já temos um talhão colhido, com 69,8 sacos por hectare, mas a gente ainda tem um bom trecho pela frente”, explica.

Nem todo dia de colheita é fácil. Surgem problemas como o orvalho, que deixa a soja úmida e prejudica a retirada dos grãos. O jeito é esperar para não perder.

“Se a máquina entrar, ela não vai conseguir separar o grão da vagem, e vai acabar saindo grão por trás da máquina, ou seja, vai jogar fora uma parte da produção”, diz Moraes.

Após o almoço dos funcionários, a colheita segue durante toda a tarde, e muitas vezes o trabalho avança pela noite.

“Esse é um comprometimento que a gente tem de toda a equipe para gente justamente ter o máximo de aproveitamento do tempo, para que a gente possa ter um maior rendimento da lavoura”, afirma o produtor rural.

No campo nem tudo segue o planejamento do agricultor. Ele precisa estar preparado para os imprevistos, e o tempo é um deles. A chuva precisa ajudar os talhões que estão em desenvolvimento, mas o sol precisa vir para garantir a colheita.

Se chove, os trabalhos são paralisados no campo, mas no escritório Moraes e o engenheiro agrônomo analisam o mapa de produção da fazenda. Com as informações enviadas pelas colheitadeiras, eles avaliam o desempenho de cada talhão de soja.

Esta época do ano é considerada o período mais movimentado na fazenda. Isso porque duas atividades acontecem simultaneamente: a retirada dos grãos de soja e o plantio do milho de segunda safra.

O milho que está sendo plantado vai ser colhido até julho. Por isso, o sojicultor não pode perder tempo. Qualquer atraso pode prejudicar a lavoura seguinte.

“As janelas de plantio são bastante limitadas, então a gente precisa ter essa otimização aí, de toda a estrutura que a gente tem na fazenda para ganhar tempo”, explica o agricultor.

Moraes pretende terminar a colheita da soja até o final de março, e, neste ano, a área plantada de milho deve ficar em 720 hectares.

Cerca de 50% da oleaginosa que está sendo colhida já foi vendida, e o dinheiro da venda antecipada ajuda o agricultor a custear todas as atividades.