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Economia

Alta da carne bovina chega a 40% nos açougues e assusta consumidor

O índice fica longe da inflação acumulada no período, de 5,67%, segundo o IPC-A

Correio do Estado

04 de Abril de 2014 - 10:15

A carne bovina alcançou até 40% de alta, em Campo Grande, no mês passado, e o consumidor deu seu aviso, vai comprar menos. “São poucos os que conseguem pagar R$ 24 em um quilo de alcatra”, reconhece o dono de uma rede de açougues. O corte nobre, há um ano, custava R$ 15,49, em média. Agora, sai por R$ 20,59.

Os principais cortes bovinos tiveram aumento médio de 21,8%, com base em levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp. Peito: 40% mais caro. Patinho: 38% mais salgado. Contrafilé: 26% mais caro. Só o preço do fígado caiu: -9,24%.

O índice fica longe da inflação acumulada no período, de 5,67%, segundo o IPC-A. Se a alcatra tivesse subido igual à inflação nacional, sairia por R$ 16,37. “O consumidor tem um orçamento fixo, se a carne sobe demais, ele diminui sua compra”, explica o empresário. Ele disse ter segurado o repasse do frigorífico para não assustar ainda mais o cliente com os reajustes. “Não consegui repassar toda a margem”, afirma.

Vai subir mais?

Menos bois disponíveis para abate é a explicação recorrente no setor para a elevação dos preços. Na quaresma, o consumo de carne bovina cai pelo menos 30% e os valores ficam estáveis. Depois do evento cristão, vem a Copa do Mundo, mas o impacto dos jogos no preço da carne não é consenso. A cada quatro anos, a demanda cresce pelo menos 30% desde a véspera do jogo do Brasil ou de outra seleção bem cotada pela audiência. O varejo garante que os preços não sobem de acordo com a euforia do torcedor.