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ECONOMIA

Aportes em planos de previdência privada crescem 13% no 1º semestre

Novas contribuições registraram R$ 52 bilhões de janeiro a junho. Número de brasileiros que pagam plano privado alcança 12,506 milhões.

G1

05 de Setembro de 2016 - 15:37

Os aportes a planos de previdência privada, que incluem os PGBLs e os VGBLs, somaram R$ 52 bilhões no 1º semestre, o que corresponde a um aumento de 13% frente ao primeiro semestre do ano passado, quando as contribuições somaram R$ 46 bilhões, segundo balanço da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). aís.

Aportes em planos de previdência privada crescem 13% no 1º semestreA captação líquida (diferença entre depósitos e resgates) no período foi positiva em R$ 25,6 bilhões, uma alta de 7,64% em comparação à captação líquida de R$ 23,8 do período entre janeiro e junho de 2015.

“Mesmo diante de um cenário adverso da economia, as contribuições tiveram um desempenho positivo no primeiro semestre. Os  planos abertos de caráter previdenciário se tornam cada vez mais um importante mecanismo de proteção para os brasileiros que buscam constituir uma reserva de longo prazo, para usufruir de uma renda no futuro”, afirma Edson Franco, presidente da FenaPrevi.

O número de brasileiros que investem em previdência privada alcançou 12,506 milhões no 1º semestre, ante 12,192 milhões um ano antes. Do total de planos contratados no final de junho, 9,437 milhões eram de pessoas com planos individuais e 3,068 milhões de pessoas com planos empresariais.

Divisão por modalidade

Na análise por modalidade de plano, o VGBL (indicado para quem não tem como se beneficiar da dedutibilidade fiscal prevista no formulário completo de I.R.P.F.), recebeu contribuições de R$ 47,8 bilhões no período.

O PGBL (modalidade de plano indicada para quem tem como se beneficiar da dedutibilidade prevista no formulário completo de I.R.P.F.) registrou R$ 3,8 bilhões. Os planos tradicionais de acumulação registraram R$ 416 milhões.

Ainda segundo o balanço, o sistema reuniu 107.933 pessoas já usufruindo benefícios (aposentadorias, pecúlios, por morte e por invalidez, pensões e renda para menor) pagos por planos abertos de caráter previdenciário.

“A Previdência complementar vem para as pessoas que entendem que o teto ou o benefício que elas imaginam que vão receber da Previdência Social não vai ser suficiente para cobrir o nível de expectativa e o nível de despesa que elas vão ter quando se aposentarem”, explica Edson Franco. 

Mas a previdência privada tem um custo alto. Quem vai contratar um plano tem que se informar muito bem para não se arrepender e ver direito o contrato porque tem regra que não pode ser mudada.

Quem faz previdência privada vai pagar taxa de administração, paga taxa de carregamento se quiser fazer um depósito extra, paga imposto de renda, que vai variar conforme o tipo de contrato, e paga se retirar o dinheiro antes da hora. Por isso, é bom deixar o dinheiro rendendo por uns 20, 30 anos antes de mexer.

Resultado de junho

No mês de junho os aportes aos planos somaram R$ 11,7 bilhões, alta de 21,09% frente a junho de 2015. A captação líquida no mês foi positiva em R$ 7,2 bilhões, com crescimento de 25,40% em comparação à captação líquida de R$ 5,78 bilhões registrada no mesmo mês do ano anterior.