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ECONOMIA

Bovespa fecha em queda, com cenário político e dados da China

Queda nos preços do petróleo também impactaram o mercado. O Ibovespa, principal índice da bolsa, recuou 1,72%, aos 44.443 pontos.

G1

08 de Dezembro de 2015 - 17:00

A Bovespa fechou em queda nesta terça-feira (8), com dados piores que o esperado de exportações da China e a queda do preço do minério de ferro afetando ações como as da mineradora Vale, enquanto incertezas no cenário político local continuavam corroborando o viés negativo.

O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa, recuou 1,72%, aos 44.443 pontos. O desempenho comercial fraco da China em novembro repercutia nos mercados globais, lançando dúvidas sobre as esperanças de que a segunda maior economia do mundo vai se estabilizar no quarto trimestre.

As exportações caíram 6,8%, mais do que o esperado, em comparação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as importações diminuíram 8,7%. O dado aumentava a pressão de baixa sobre commodities, em dia também de queda dos preços do petróleo, o que afetava as ações de Vale e Petrobras na Bovespa.

Perto do mesmo horário, as ações da Vale caíam perto de 4% e as da Petrobras, menos de 1%.

BTG Pactual

As ações da Brasil Pharma engatavam queda de quase 19% nesta terça-feira, após baixa de quase 25% na véspera, em meio à especulação de que a rede de drogarias que tem o BTG Pactual como sócio pode enfrentar ventos contrários. A companhia está seguindo adiante com um plano de oferta de ações que pode levantar até R$ 600 milhões com investidores.

Os papéis do próprio BGT Pactual também sofrem forte queda, de quase 10%, depois que seu ex-presidente, André Esteves, foi denunciado, na véspera, pela Procuradoria Geral da República, por suspeita de tentar atrapalhar as investigações da operação Lava Jato.

Cenário político

Completando o quadro negativo, no Brasil repercutia a carta enviada pelo vice-presidente, Michel Temer, à presidente Dilma Rousseff. Na carta, Temer aponta o que chama de "fatos reveladores da desconfiança que o governo tem em relação a ele e ao PMDB".

Na avaliação do mercado, a carta agrava a crise política, podendo significar um rompimento num momento delicado para Dilma, após ser aceito o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente. Segundo a Vice-Presidência, porém, a carta de Temer, que também preside o PMDB, não propôs rompimento entre partidos ou com o governo.

"O mercado está vendo a realidade de que a crise política vai continuar, o que torna ainda mais difícil o governo se organizar para uma política de ajuste fiscal para o ano que vem", disse o analista Raphael Figueredo, da Clear Corretora.