Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sexta, 21 de Junho de 2024

Economia

Com alta do milho, consumidor já paga mais caro nas carnes de frango e de porco

Midia Max

17 de Agosto de 2012 - 08:13

A quebra da safra norte americana do milho começa a refletir no preço do suíno e do frango no Mato Grosso do Sul. O aumento no preço do grão já está sendo sentido no Brasil e gerou um custo para toda cadeia usuária principalmente suínos e aves. O repasse no custo da ração começa a aparecer para o consumidor.

De acordo com o comerciante Adilson Dib, que possui um açougue no Mercado Municipal, o último aumento no preço do frango congelado foi repassado pela indústria há cerca de um ano. “Ainda continuo comprando pelo mesmo preço, mas já li que o aumento não deve demorar a ser repassado.”, revela.

Fora da região central de Campo Grande, a alta já foi sentida tanto no preço da carne de porco quanto na carne do frango. Ailton, gerente de uma casa de carnes, explica que em 15 dias, o preço da coxa de frango teve um aumento superior a 40%, passando de R$ 2,70 para R$ 4,20. Já os cortes do suíno tiveram uma alta de 20%, em média.

Exportação

Contudo, a quebra da safra americana não reflete apenas no aumento do preço do frango e do suíno. A cadeia produtiva brasileira começa a exportar o grão para mercados que tradicionalmente compravam dos EUA.

“Essa quebra fez com que eles comecem a pensar em não utilizar milho para o etanol. O Brasil vai pegar um gancho nessa crise e começar a abastecer os mercados.”, alertou Eduardo Riedel, presidente da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul).

Ele acredita que, apesar da quebra da safra dos Estados Unidos, o abastecimento do mercado interno está garantido. “O Brasil está produzindo uma safra recorde, porém o preço de mercado é o preço equivalente à exportação.”, explica sobre o aumento no preço das carnes.

Levantamento da Conab (Comapanhia Brasileira de Abastecimento) aponta que a exportação do milho brasileiro chegue a 15 milhões de toneladas em 2012. Anualmente, o país exporta cerca de 12 milhões de toneladas.

De acordo com analistas do mercado de grãos, atualmente o País possui capacidade para exportar até 18 milhões de toneladas, entretanto esbarra no escoamento da safra.