ECONOMIA
Com poucos novos investimentos, Sidrolândia cai 7 posições e fica com o 21º PIB Industrial do Estado
Em quatro anos, de 2011 para 2015, a cidade perdeu sete posições, caindo do 14º para 21º.
Flávio Paes/Região News
25 de Dezembro de 2017 - 19:30
No mesmo período em que sucessivamente, ano após ano, tem registrado o maior crescimento populacional de Mato Grosso do Sul, Sidrolândia perdeu espaço no ranking estadual do PIB da indústria, segmento com maior potencial para gerar os empregos necessários para absorver a crescente mão de obra disponível na cidade.
Em quatro anos, de 2011 para 2015, a cidade caiu sete posições, caindo do 14º para 21º. Perdeu posições para cidades como São Gabriel do Oeste (agora em 17º lugar); Água Clara (que saiu da 43ª posição para a 10ª), desempenho influenciado pela construção de uma usina hidrelétrica (de São Domingos), chegada de indústrias dedicadas ao beneficiamento de pinus, cultivado em larga escala no município.
O PIB Industrial de Sidrolândia teve oscilações, passou de R$ 135,911 milhões em 2011; ficou em R$ 126,198 milhões em 2013, redução de 7,14%, que fez a cidade cair do 14º para o 18º. Os dados são do IBGE e quantificam o cenário de um período em que a cidade praticamente atraiu poucos novos investimentos. De 2013 para 2015, houve um crescimento de 12,88%, atingiu R$ 142,464 milhões. Uma evolução menor, por exemplo, que a de Chapadão do Sul que evoluiu 83,70%, de R$ 60,339 milhões para R$ 110,847 milhões, passou do 27} para a 23ª posição. O PIB de Água Clara, já mencionado aumentou de R$ 23,776 milhões (a 43ª posição) para R$ 258,803 milhões (10º lugar), um incremento de 998%.
Pelo contrário, perdeu a sua única usina de álcool (a Santa Olinda do Quebra Coco), que chegou a gerar 2 mil empregos diretos na safra e alguns projetos de novas usinas, não saíram do papel. Ano passado, a Via Blumenau, dedicada ao setor de confecções, encerrou suas atividades. O carro-chefe do setor é a Seara/JBS, responsável pela geração de 2 mil empregos diretos.
Em 2013, começou a funcionar uma esmagadora de soja (a Rio Pardo Bioenergia), investimento de R$ 30 milhões para uma unidade com capacidade para esmagar até 1.200 toneladas por dia. A empresa passou por reestruturação, demitiu pessoal, mas nunca chegou perto de alcançar esta capacidade instalada. O Frigorífico Balbinos, anunciado há três aos, só agora, começou a funcionar.
Liderança
O ranking do PIB Industrial em Mato Grosso do Sul, traz como novo líder o município de Três Lagoas. O Produto Interno Bruto da cidade soma R$ 4,23 bilhões equivale a 26% do PIB Industrial total de Mato Grosso do Sul e a indústria é, de longe, o setor mais representativo no PIB de Três Lagoas, respondendo por 59% de toda riqueza gerada na cidade.
Campo Grande, com R$ 3,63 bilhões (22%) está em segundo lugar; Selvíria, na terceira posição, com R$ 1,370 bilhões (8%). No quarto lugar aparece Dourados, com R$ 1,100 bilhões; em quinto lugar, Corumbá, com R$ 486,90 milhões (3%); no sexto lugar, Rio Brilhante, com R$ 373,92 milhões (2%), Nova Andradina, na sétima posição com R$ 310,09 milhões (2%); oitavo lugar, Naviraí, com R$ 275,81 milhões (2%); em 9º lugar, Nova Alvorada do Sul, com R$ 274,35 milhões (2%); 10º Água Clara, com R$ 258,80 milhões (2%); 11º, Ponta Porã, com R$ 258,19 milhões (2%), Maracaju 12º, com R$ 253,21 milhões (2%); 13º, Paranaíba, com R$ 245,07 milhões (1%), 14º Costa Rica, com R$ 237,46 milhões (1%), 15º, Aparecida do Taboado, com R$ 217,28 milhões (1%), 16º Bataguassu, com R$ 181,38 milhões (1%), 17º São Gabriel do Oeste, com R$ 178,91 milhões (1%), 18º Caarapó, com R$ 177,66 milhões (1%), 19º Ivinhema, com R$ 150,36 milhões (1%), 20º Angélica, R$ 146,040 milhões e Sidrolândia, em 21º lugar, com PIB Industrial de R$ 142,464 milhões.




