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Economia

Comércio projeta um Natal econômico em vendas e poucas contratações temporárias

O comércio de Sidrolândia projeta um dezembro com movimento aquecido em relação aos meses anteriores, mas com desempenho inferior ao da mesma época do ano passado.

Flávio Paes/Região News

12 de Novembro de 2015 - 10:39

Ainda contabilizando retração nas vendas ao longo do ano, que em alguns segmentos, como o de móveis e eletrodomésticos, apresentou queda de até 30% no faturamento em relação ao mesmo período de 2014, o comércio de Sidrolândia projeta um dezembro com movimento aquecido em relação aos meses anteriores, mas com desempenho inferior ao da mesma época do ano passado.

Na avaliação do presidente da Associação Empresarial, Comercial, Industrial e Agropastoril, Valdeir Viana, como parte dos assalariados está chegando ao final do ano endividado, a maioria ao invés gastar o 13º consumindo, vai preferir destinar o abono natalino para pagar as contas que ficaram pendentes ao longo do ano.

Este cenário que reflete a conjuntura econômica do País (hoje experimentando um período de recessivo) também fez o empresário preferir manter ou até em alguns casos promover demissões no seu quadro de pessoal. Com exceção do segmento de alimentação (onde a rotatividade da mão-de-obra acaba exigindo a contratação de gente para repor o pessoal que segmento), o comércio varejista não teve contratar vendedores temporários, um procedimento comum nesta época, como forma de atender o crescimento do movimento.

"Em nossas empresas, que tem 38 funcionários, preferimos não promover enxugamento, até porque vários deles tem muito tempo de casa, são experientes. O quadro foi mantido mas não haverá novas contratações para dezembro".

Em relação a promoções e decoração da cidade, a definição deve sair de uma reunião programada para amanhã na Prefeitura.  Ano passado, a Prefeitura  repassou uma subvenção de R$ 25 mil  investida na compra de um carro, um dos prémios sorteados  entre os consumidores. Em contrapartida a Associação Empresarial se encarregou de fazer a decoração da cidade.

Sem o apoio do poder público, Valdeir garante que a entidade não terá condições financeiras para promover qualquer promocional de vendas. "Temos 180 empresas associadas, mas a maioria são microempresários, que teriam dificuldades para dispor de R$ 600,00 cada um, para investir numa campanha".