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ECONOMIA

Na virada do ano, preço do feijão fica 18,49% mais caro e acumula 45% desde agosto

O consumidor considera um absurdo o aumento, mas afirma que não tem como fazer as refeições sem os dois principais produtos.

Flávio Paes/Região News

10 de Janeiro de 2016 - 21:47

O quilo do feijão, que junto com o arroz forma a “dupla” mais tradicional no cardápio da mesa do brasileiro, de agosto até nesta primeira semana de 2016, teve um aumento de 45% no preço vendido ao consumidor. Neste período o quilo saltou de R$ 3,59 para os atuais R$ 5,19%. Só nos últimos 10 dias, o preço do grão subiu 18,49%, já que em dezembro o quilo era encontrado a R$ 4,38.

Segundo o empresário Acelino Cristaldo, do Supermercado Nandas, que considera normal esta oscilação por conta da sazonalidade da produção. “Houve uma quebra de produção e com isto o preço dispara, porque estamos na entressafra. O feijão não pode ficar mais de 60 dias estocado”. Ele acredita que o preço tende a cair, na medida em que o consumidor vai dispensar o produto. “Em fevereiro do ano passado, por exemplo, estava a R$ 4,88”.

O consumidor considera um absurdo o aumento, mas afirma que não tem como fazer as refeições sem os dois principais produtos. A doméstica Josefa dos Santos Silva, 47 anos, foi até um supermercado e se assustou com os preços.

Ela conta que na sua casa são apenas duas pessoas, ela e o esposo, por isso o consumo já é pouco mais baixo, mesmo assim vai ter que diminuir ainda mais para economizar, mas deixar de comprar o feijão, ela diz que está fora de cogitação. Josefa levou dois pacotes de feijão que estavam na promoção, e mesmo assim gastou mais de R$ 10.

"Não dá para comer arroz e feijão como comia antes, os preços estão um absurdo e não temos o que fazer, não dá para substituir e nem deixar de comer, o jeito é diminuir o consumo", conta ela que diz que se assustou com o preço na hora das compras.

Já a dona de casa Anete Costa de Moraes Pereira, 52 anos, uma das soluções para enfrentar os preços altos dos alimentos é substituí-los pelo macarrão. "O tradicional está muito caro, o jeito é inovar nas receitas fazer outras coisas no dia a dia", conta.

A camareira Cleuza Ferreira, 49 anos, diz que não tem palavras para expressar a sua indignação com a alta desses alimentos, mesmo assim ela afirma que não tem como deixar de consumi-los. "Sem o feijão e o arroz não tem como, a única forma é reduzir a quantidade", afirma.