ECONOMIA
RAIS mostra que em Sidrolândia aumentou 4,33% empregos com carteira assinada
Os dados integram a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) divulgados pelo Ministério do Trabalho há duas semanas.
Flávio Paes/Região News
25 de Setembro de 2016 - 23:08
Na contramão do cenário estadual, que registrou a perda de 7.958 empregos formais em 2015, no mesmo período Sidrolândia registrou crescimento de 4,33%, elevando de 8.228 (em 2014) para 8.584 (no ano seguinte) o número de trabalhadores com carteira assinada. Este resultado positivo foi puxado principalmente pelo setor agrícola (9,48% de crescimento).
Os dados integram a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho há duas semanas. Atualmente, conforme o Ministério do Trabalho, este número de empregos formais sofreu novo corte, na esteira da recessão. Há 7.247 trabalhadores no mercado formal, redução de 918 em relação à estatística do ano passado.
Entre 2014 e 2015 foram criadas 356 oportunidades de trabalho, sendo 139 no setor agropecuário; 67 na administração pública; 111 no segmento de serviços, 41 na indústria da transformação; em contrapartida, o comércio teve corte de 26 e a construção civil, de 37.
No plano estadual, o resultado é o pior do estado em 13 anos. De 2003 até 2014, o estoque de trabalhadores cresceu de 365.242 para 653.578 em Mato Grosso do Sul, com números positivos em todos os anos do período. O saldo negativo de 2015 reduziu o estoque estadual para 645.620, de acordo com a Rais.
Além dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que englobam os trabalhadores celetistas, os números da Rais também incluem os servidores públicos federais, estaduais e municipais, além de trabalhadores temporários. A pesquisa, divulgada anualmente, é considerada uma das principais fontes de informações sobre o mercado de trabalho formal brasileiro.
No caso de Sidrolândia, este resultado positivo de 2015 não foi suficiente para neutralizar integralmente o efeito da crise de 2014, quando o número de trabalhadores formais na cidade, sofreu redução de 4,74%. Há dois anos, houve o fechamento de 409 vagas, com o estoque de empregos reduzido de 8.637 para 8.228. O maior corte foi no comércio (18,15%), com o desaparecimento de 336 empregos. O número de trabalhadores do segmento caiu de 1.851 para 1.515.
A quantidade de empregos formais na cidade (8.584) em 2015 era 53 menor que a de 2013 (8.637). O comércio, por exemplo, que dois anos antes tinha 1.851 empregados, ano passado fechou com 1.515.
Foto: Divulgação
O maior corte foi no comércio (18,15%), com o desaparecimento de 336 empregos.
Setores
A indústria de transformação foi o setor que mais fechou vagas no estado em 2015: -4.677. Construção civil também teve variação negativa: -4.280. Outros setores que tiveram recuo foram comércio (-1.543), administração pública (-414), extrativa mineral (-275) e serviços industriais de utilidade pública (-216).
Por outro lado, tiveram variação positiva serviços (2.302) e agropecuária, extrativa vegetal, caça e pesca (1.145).
Gênero e escolaridade
Conforme a Rais, em 2015, 375.563 trabalhadores eram do sexo masculino e 270.057, do sexo feminino em Mato Grosso do Sul.
No quesito escolaridade, 268.395 tinham ensino médio completo, 123.560 estavam com ensino superior completo e 68.180 tinham concluído o nível fundamental. O estoque nos outros níveis é o seguinte: ensino médio incompleto (54.283), 9º ano incompleto do ensino fundamental (53.338), 5º ano incompleto do ensino fundamental (27.044), superior incompleto (25.247), 5º ano completo do ensino fundamental (22.932) e analfabeto (2.641).
Faixa etária
Trabalhadores de 30 a 39 anos somaram 197.554 em 2015; de 40 a 49 anos, 139.987. Nas outras faixas etárias, os números de 2015 são: de 50 a 64 anos (99.465), de 25 a 29 anos (98.043), de 18 a 24 anos (97.140), 65 anos ou mais (6.697) e de 15 a 17 anos (6.668).
O mercado de trabalho no país continua mostrando seu desalento, em razão da recessão econômica, resultando no corte de 7.958 vagas de trabalho apenas em Mato Grosso do Sul, conforme mostra a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) com os resultados de 2015.
Em todo o país a quantidade de fechamentos é visto como 'alarmante', pois em 12 anos de 2003 a 2015-, a redução somou 1,5 milhão de postos de trabalho a menos. Essa é a menor redução dos últimos 25 anos.
Só em Campo Grande foram 6,4 mil vagas a menos em um ano. O último levantamento mostrou que há 275,1 mil vagas ocupadas em Campo Grande. O município de Naviraí, no interior do Estado e localizado a 363 km da Capital -, encerrou 1,5 mil postos de trabalho em um ano.
O levantamento mostrou que até o fim do ano passado, haviam 645,620 queda de 7,9% oportunidades de emprego nos seguintes setores: Extrativa mineral; Indústria de transformação; Serviços de utilidade pública; Construção Civil, Comércio; Serviços; Administração pública; Agropecuária.
A indústria de transformação puxa a queda de empregos, foram 4.677 mil postos de trabalho a menos em 2015, no confronto com o ano anterior. A construção civil aparece em seguida, como a segunda que mais fechou empregos, totalizando redução de 4.280 mil vagas.
Até os salários tiveram redução, e a queda média da renda dos trabalhadores é de -1,94%, na contramão da alta da inflação, conforme mostrou a RAIS.
Perfil - A análise mostrou também que mais da metade das vagas do mercado de trabalho sul-mato-grossense é dominada por homens, aproximadamente 375,5 mil postos, e o número representa 58% do mercado. Até o ano passado, os postos eram ocupados por 270 mil mulheres.




