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Fetems propõe recurso extra do Estado para reequilibrar contas da Cassems
Segundo a entidade, o atual formato de financiamento se tornou insuficiente diante do aumento dos custos assistenciais e do envelhecimento da carteira de beneficiários.
Redação/Região News
17 de Maio de 2026 - 18:26

A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), que participou da reunião do conselho gestor da Cassems que aprovou o aumento da contribuição dos cônjuges dos servidores associados, defendeu maior participação financeira do Governo do Estado no custeio da Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul e mudanças no modelo de financiamento dos dependentes.
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A proposta aprovada elevou em até 1.185% a contribuição de alguns cônjuges, passando de R$ 35 para R$ 450 mensais.''
Segundo a entidade, o atual formato de financiamento se tornou insuficiente diante do aumento dos custos assistenciais e do envelhecimento da carteira de beneficiários.
A Fetems argumenta que o equilíbrio financeiro da Cassems não pode recair apenas sobre os servidores e seus dependentes e defende a ampliação da participação do Estado no financiamento do plano de saúde. A discussão sobre aporte extra do governo ocorre dois anos após o Executivo estadual injetar R$ 60 milhões na Caixa de Assistência como forma de auxiliar o equilíbrio financeiro da instituição.

Em meio à repercussão negativa do reajuste, o deputado estadual Pedro Kemp criticou o aumento aplicado aos cônjuges e afirmou que a medida penaliza principalmente os servidores com menores salários.
“Essa taxa, que é linear, acaba penalizando ainda mais aqueles que recebem os menores salários no Estado”, declarou o parlamentar em vídeo divulgado nas redes sociais.
Pedro Kemp afirmou ainda que o reajuste salarial concedido aos servidores estaduais pelo Governo do Estado, de 3,81%, não recompôs sequer a inflação do período e também impacta o financiamento da Cassems.
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“Esse último reajuste, mísero reajuste dado pelo governo do Estado de 3,81%, que não cobriu nem a inflação do último período, também contribui para essa defasagem do repasse que é feito para o plano de saúde”, afirmou.
O deputado também defendeu a realização de concursos públicos, alegando que o aumento do número de servidores efetivos poderia ampliar a arrecadação destinada ao plano de saúde.
“Mais servidores efetivos na folha do Estado poderiam contribuir com um aporte ainda maior para o plano de saúde”, disse.
Segundo Pedro Kemp, a bancada do PT na Assembleia Legislativa irá discutir o tema na próxima segunda-feira e pretende solicitar uma reunião com a presidência da Cassems para apresentar as reclamações recebidas dos servidores.
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“Vamos discutir essa taxa pesada para os cônjuges dos servidores e levar essas preocupações para a diretoria da Cassems”, afirmou.
A manifestação do parlamentar ocorre enquanto sindicatos ligados ao funcionalismo defendem maior aporte financeiro do Estado para tentar reequilibrar as contas da Cassems, sem transferir integralmente os custos aos beneficiários.




