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Uso de Starlink no transporte de drogas convence juiz a condenar traficante a quase 9 anos de prisão

A sentença, assinada pelo juiz Bruce Henrique dos Santos, fixou a pena em 8 anos e 10 meses de prisão, além do pagamento de 593 dias-multa.

Redação/Região News

13 de Novembro de 2025 - 13:20

Uso de Starlink no transporte de drogas convence juiz a condenar traficante a quase 9 anos de prisão
Antena da Starlink para acesso à internet. Foto: Divulgação

O uso da internet via satélite Starlink no transporte de drogas pesou na condenação de L.L.O,  preso em flagrante com mais de 1,2 tonelada de maconha. A sentença, assinada pelo juiz Bruce Henrique dos Santos, fixou a pena em 8 anos e 10 meses de prisão, além do pagamento de 593 dias-multa

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O réu foi preso na noite de 14 de maio de 2025, na Avenida Dorvalino dos Santos, em Sidrolândia, depois de desobedecer a uma ordem de parada dada por policiais rodoviários federais. Ele conduzia um Hyundai HB20, placa RWA3A65, de Dourados, e tentou fugir, mas acabou interceptado.

No interior do veículo, os agentes encontraram 1.065 tabletes de maconha, totalizando 1.234,1 quilo da droga. Durante o flagrante, o motorista confessou que havia sido contratado por R$ 10 mil para levar o entorpecente de Ponta Porã até o bairro Coophavila II, em Campo Grande. Alegou ainda estar desempregado e sem dinheiro para pagar a pensão alimentícia dos filhos.

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Na sentença, o juiz avaliou que o uso da Starlink representa um salto tecnológico na estrutura do crime organizado, indicando planejamento e capacidade financeira da quadrilha.

“O uso da Starlink não apenas representa um meio sofisticado de execução do delito, como também revela o grau de organização e estrutura financeira da associação criminosa, distanciando-se dos padrões do tráfico comum e caracterizando um modus operandi de elevada complexidade e periculosidade”, argumentou  o magistrado.

O juiz avalia que o emprego da rede de satélites não é fruto do acaso, mas sim uma estratégia deliberada voltada a garantir conectividade constante, permitindo monitorar barreiras policiais, acessar dados em tempo real e coordenar o transporte com outros integrantes da quadrilha.

“Não se trata do antigo rádio amador, historicamente utilizado por criminosos para comunicação básica. O sistema Starlink representa um salto quantitativo na infraestrutura do crime organizado”, registrou o juiz.

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Ao fixar a dosimetria da pena, o magistrado observou que seria injusto aplicar a mesma pena-base a casos com proporções muito diferentes.

“Permitir que um réu flagrado com 100 quilos de maconha receba a mesma pena-base de outro que transportava mais de 3 toneladas significaria ignorar a realidade concreta dos fatos, além de gerar distorção perversa no sistema penal”, completou.