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Policial

Fenômeno natural fora de época pode ter matado peixes no Pantanal

O primeiro resultado da análise feita com a água do rio Negro deve sair dentro de cinco dias

Midiamax

01 de Fevereiro de 2011 - 13:26

Nenhuma hipótese foi descartada ainda para explicar a morte de milhares de peixes no Rio Negro, próximo de Aquidauana, em Mato Grosso do Sul. Desde o último dia 26, moradores da região, no Pantanal, estão assustados com a mortandade, mas a principal suspeita é de que um fenômeno natural, chamado decoada, tenha acontecido fora de época.

O primeiro resultado da análise feita com a água do rio Negro deve sair dentro de cinco dias.

Técnicos do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e representantes da Polícia Militar Ambiental (PMA), estiveram no local na tarde de segunda-feira (31) para coletar água e peixes mortos para a realização da análise que verifica a Demanda Bioquímica de Oxigênio da água.

Segundo o capitão Queiroz da PMA, nenhuma hipótese que justifica a mortalidade foi descartada até o momento, porém acredita-se que devido a grande quantidade de vegetação morta da região onde os peixes foram encontrados, ressalta características da decoada.

O fenômeno natural, conhecido como decoada, tira o oxigênio da água no período que separa a cheia da seca, é normal da região do Pantanal. A época não é comum, pois geralmente acontece de meados de fevereiro até maio, porém com as constantes mudanças climáticas a hipótese é reafirmada.

Além disso, o capitão Queiroz explica que os peixes não estão mais morrendo, o que significa que o rio da está se recuperando. “Se fosse algum tipo de envenenamento, as mortes continuariam”, afirma Queiroz.

Tal acontecimento durante a piracema, época de reprodução dos peixes, pode acarretar alguns danos à região, pois vários animais deixaram de reproduzir. Capitão Queiroz ainda diz que qualquer problema durante a piracema, pode causar a morte de muitos animais de uma só vez, devido aos peixes subirem o rio em cardumes.

Os milhares peixes mortos continuaram no rio, até que seja feita a decomposição natural dos animais.