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Policial

Polícia prende parte de quadrilha que usava nome de morto para adquirir lotes na Capital

Midia Max

17 de Agosto de 2012 - 15:43

Prestes a concluir o terceiro golpe de estelionato, com a aquisição e venda de lotes por meio de procurações e documentos falsos, parte de uma quadrilha foi presa em flagrante na tarde de quarta-feira (16), por policiais da 1ª Delegacia de Polícia. Dois dos golpistas inclusive estavam em um cartório para transferir um imóvel quando foram presos em flagrante.

O golpe, segundo a delegada Christiane Grossi, responsável pelas investigações, teve início no dia 10 de fevereiro deste ano, quando o primeiro lote foi vendido no bairro Nova Lima, em nome de Pedro Roque dos Santos, um senhor que faleceu há 15 anos, conforme certidão de óbito do dia 10/01/1997.

Sem saber de nada, a neta do falecido compareceu ao cartório para verificar qual era a situação do terreno. Lá ela foi informada que o imóvel foi vendido para o dono de uma empresa de empreendimentos imobiliários.

Em contato com o proprietário da empresa, este informou aos policiais que havia feito negócio com um corretor de imóveis e que nada sabia da fraude. Depois de identificado, os policiais então localizaram o profissional, que repassou o segundo corretor envolvido no negócio.

O último na verdade era um falso corretor que já aplicava o segundo golpe ao tentar vender um novo lote, de propriedade de Kelly Cristina da Silva. A quadrilha fez a escrituração no tabelionato Vista Alegre, em Aquidauana, cidade distante a 135 quilômetros de Campo Grande.

“Luís Fernando de Almeida, 42 anos, se passava por um homem de nome Júlio. O corretor inclusive disse que naquela tarde o Júlio e outro golpista, sendo o Antônio Rogério Paniagua Justino, 37 anos, que se passava por Everaldo Ribeiro, o suposto procurador de Kelly Cristina da Silva”, afirmou a delegada Cristiane Grossi de Almeida ao Midiamax.

Na casa do Luís Fernando, a polícia encontrou documentos falsos, inclusive de um idoso que estava se passando por Luís Gonzaga Machado de Mendonça. “Essa documentação falsa provavelmente seria usada para mais um golpe ou foi de uma tentativa que não deu certo. Por isso queremos que as pessoas que reconhecerem os bandidos entrem em contato com a polícia”, comenta a delegada Grossi.

Os envolvidos irão responder por estelionato, tentativa de estelionato nos dois últimos casos e uso de documento falso. A pena é de um a cinco anos no primeiro crime e dois a seis no segundo.

Qualquer pessoa que reconhecer os golpistas pode entrar em contato por meio do telefone: 3312 – 5735 / 9952 – 4324 – falar com Edilmar.