SIDROLÂNDIA- MS
Prefeitura vai investir R$ 631 mil em desapropriações para prolongar a Rua Acre
A Prefeitura de Sidrolândia vai investir R$ 631.385,29 na desapropriação de três imóveis para viabilizar o prolongamento da Rua Acre.
Redação/Região News
22 de Fevereiro de 2026 - 20:37

A Prefeitura de Sidrolândia vai investir R$ 631.385,29 na desapropriação de três imóveis para viabilizar o prolongamento da Rua Acre até a Rua Afonso Pena, planejado como uma nova alternativa de acesso à Avenida Dorvalino dos Santos, a intervenção ocorrerá numa faixa de terra que separa os atacarejos Nutri mais e Leve Mais. As áreas desapropriadas somam 476 m² e foram avaliadas individualmente em R$ 277.728,21 (Casa 11), R$ 196.527,77 (Casa 10, com 154 m²) e R$ 157.129,31 (Lote 3/Casa 9, com 84 m²), totalizando o valor das indenizações.
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O prolongamento da Rua Acre integra um projeto mais amplo de mobilidade urbana, que prevê a criação de três novos acessos ao São Bento como alternativa para melhorar o fluxo de veículos no bairro que tem vias estreitas, onde não cabem dois caminhões circulando em sentidos opostos, um saindo e outro descendo em direção ao bairro. A ideia é criar binários com a implantação de mão única em vias como a Generoso Ponce e ruas paralelas.
Meio século de história
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Por trás da intervenção estão famílias que construíram suas vidas no local ao longo de quase cinco décadas. A ocupação teve início nos anos 1970, quando trabalhadores ergueram as primeiras moradias em uma área então sem regularização formal. Ao longo do tempo, as casas foram ampliadas e passaram a abrigar filhos e netos dos primeiros moradores.
A regularização fundiária foi concluída há três anos, com a entrega dos títulos definitivos de propriedade. A ocupação completou 50 anos, iniciada em 1973. O morador mais antigo é Mário Lino de Souza, de 70 anos, que vive na área há 46 anos, desde 1977, onde criou sete filhos. Um deles, Juvenil Duarte de Souza, mora como vizinho do pai há cerca de 20 anos, em terreno da gleba parcelada.
Natural da Bahia, Mário chegou a Sidrolândia pela primeira vez em 1971 para trabalhar em fazendas da região. Depois de passagens pela Bahia, interior de São Paulo e Ponta Porã onde atuou na construção do Hospital Santa Isabel, retornou definitivamente ao município. “Estou emocionado porque este título me torna, de fato e de direito, proprietário”, relata.
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Além de Mário e Juvenil, também receberão títulos Roseli Catarina da Silva (moradora desde 2016), Diodete de Oliveira (desde 2018) e Carlito Vasques (desde julho de 2000). A área abriga ainda uma estrutura da Sanesul, instalada desde 1979, quando foi perfurado e ativado um poço artesiano que há dois foi lacrado e a área deve ser repassada ao município.




