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SIDROLÂNDIA- MS

Ex-vereador e PM são presos em Sidrolândia por atentado a motoentregador

Conforme o inquérito, o atentado aconteceu quando o motoentregador foi surpreendido por ocupantes de um Fiat Palio Weekend branco.

Redação/Região News

22 de Fevereiro de 2026 - 20:25

Ex-vereador e PM são presos em Sidrolândia por atentado a motoentregador
Vítima sendo socorrida no dia do atentado. Foto: Leandro Holsbach

O ex-vereador de Itaporã e pecuarista C.P, de 72 anos, foi preso em um trecho da BR-060, em Sidrolândia, suspeito de envolvimento no atentado a tiros contra um motoentregador baleado após realizar a entrega de um açaí no Bairro Copacabana. O crime ocorreu em outubro de 2025.

Também foi preso o segundo sargento da Polícia Militar L.G.O, apontado pelas investigações como o executor da tentativa de homicídio.

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Os mandados de prisão temporária foram expedidos pela Vara Única da Comarca de Itaporã e cumpridos na sexta-feira (20) por equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela apuração do caso. Ambos foram encaminhados para a sede da especializada.

Emboscada

Conforme o inquérito, o atentado aconteceu quando o motoentregador foi surpreendido por ocupantes de um Fiat Palio Weekend branco. O atirador estaria no banco traseiro do veículo e efetuou diversos disparos sem descer do carro. A vítima foi atingida por cinco tiros e socorrida por moradores da região.

Em depoimento, o entregador relatou que vinha sendo ameaçado por L.G.O em razão de um relacionamento conturbado com uma sobrinha do policial. Também mencionou desentendimentos com um familiar de C.P, apontado como agiota, mas negou qualquer desavença direta com o ex-vereador.

Segundo as investigações, o carro utilizado no crime teria sido emprestado a pedido de C.P. O policial militar, que também é investigado por um homicídio ocorrido em fevereiro deste ano, teria buscado o veículo na garagem antes do atentado.

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Para o delegado responsável, há indícios robustos de que C.P e L.G.O tenham arquitetado uma emboscada com o objetivo de matar o entregador, o que motivou o pedido de prisão temporária.

Flagrante e prisão preventiva

Durante o cumprimento do mandado, C.P foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola Beretta calibre 380 e 11 munições.

O delegado Rodolfo Daltro arbitrou fiança de R$ 5 mil, mas como o valor não foi pago, o juiz Aluizio Pereira dos Santos converteu o flagrante em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada neste domingo (22).

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Os dois suspeitos passaram por audiência de custódia, tiveram a regularidade das prisões confirmada e permanecem detidos. O caso segue sob investigação da DHPP.