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Policial

"Sou um monstro", diz padrasto que estuprou criança de 9 anos em Campo Grande

Midia Max

23 de Agosto de 2012 - 13:32

“Sou um monstro”, foi o que disse Bruno Gustavo da Silva, 26, que estuprou a própria enteada de 9 anos, na madrugada do último domingo (19), na casa de um amigo no bairro Corcovado, região do Coophavila em Campo Grande.

A menina que já recebeu alta da Santa Casa de Campo Grande e tem acompanhamento psiquiátrico, passou por uma cirurgia reconstrutiva e teve de receber doação de sangue. “Não me recordo de nada”, comenta sobre o crime.

Bruno foi preso pela Polícia Militar ainda em situação de flagrante, na rodoviária da cidade de Água Clara (193 km de Campo Grande). A Polícia Civil estava monitorando o paradeiro do acusado.

O autor não disse a polícia para onde viajaria. “Eu ia fugir do flagrante e voltar para me apresentar em Campo Grande”, conta.

Ele foi apresentado na manhã desta quinta-feira (23), na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que tem a delegada Regina Márcia Rodrigues a frente das investigações.

De acordo com a delegada, Bruno bebia com amigos em uma conveniência no Jardim Corcovado.

O autor diz que a mãe e a menina também estavam no local. Como ela trabalha como segurança, teria dito que deixaria a criança com a mãe de Bruno, que estava em outro bar na mesma região.

Ao contrário da mãe, Bruno conta que eles não estavam separados e viviam juntos há seis anos na mesma casa. Ele nega que já tenha aliciado ou abusado da criança

“Ele teria brigado com a mãe da menina e falou que ficaria cuidando dela”, disse a delegada. Dali, junto com a criança ele foi para casa do amigo que também estava na coveniência. Na casa, o amigo saiu e deixou o padrasto que violentou a enteada por volta de 3h.

O dono da residência voltou, encontrou a casa vazia, com marcas de sangue em um dos quartos. Bruno disse ao amigo que a menina teria menstruado. Após o estupro, Silva voltou para a casa e contou para a mãe a mesma história, que a criança menstruou.

Ela foi atendida somente por volta de 6h no posto do bairro Coophavila, de onde foi transferida ao Posto de Saúde do bairro Guanandi e logo em seguida levada a Santa Casa.

“A médica me falou que ela teve que fazer uma cirurgia reconstrutiva, quase ela sofreu hemorragia e se demorasse mais um pouco poderia ter morrido”, conta o pai da menina que tem 36 anos.

“Minha vida acabou", diz Bruno que responderá estupro de vulnerável será ouvido na tarde desta quinta e depois transferido para uma cela separada da Penitenciária Máxima de Campo Grande, estupro de vulnerável resulta em pena de 8 a 15 anos de prisão.

Caso a criança fique com alguma sequela, Bruno terá contra si, a qualificadora de lesão corporal grave ou gravíssima, que tem pena prevista de 10 a 20 anos. (Matéria editada para acréscimo de informações às 13h de 23/08).