Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sábado, 24 de Outubro de 2020

Política

Após apoio a Giroto, Puccinelli transfere Dagoberto da Assembleia para Casa Civil

Nesta semana o governador André Puccinelli (PMDB) transferiu Dagoberto da Assembleia Legislativa para a Casa Civil.

Midiamax

30 de Novembro de 2012 - 14:34

O apoio do PDT a candidatura de Edson Giroto (PMDB) em Campo Grande já tem rendido frutos a Dagoberto Nogueira (PDT), vice na chapa derrotada do PMDB na eleição de 2012. Nesta semana o governador André Puccinelli (PMDB) transferiu Dagoberto da Assembleia Legislativa para a Casa Civil.

Segundo decreto publicado no Diário Oficial do Estado, Dagoberto ficará na Secretária de Governo de 8 de novembro a 31 de dezembro de 2012. O ônus da transferência será do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), onde Dagoberto passou no concurso para Procurador de Carreira.

Procurado pelo Midiamax, Dagoberto disse que ele e Puccinelli acharam melhor que ele fosse transferido para a Casa Civil. “Lá na Assembleia tinha pouco serviço. Eu ficava muito à toa”, justificou o ex-deputado estadual e ex-deputado federal.

Dagoberto alega que na Assembleia era responsável  por emitir alguns pareceres, o que não tomava muito tempo, já que na maioria dos casos, segundo ele, o trabalho era feito da residência dele. “Gosto de coisa mais agitada. Na Casa Civil eu cumpro as ordens do Puccinelli”, esclareceu.

O ex-deputado diz que não pretende assumir cargo no Governo do Estado e prefere a nova função, onde exerce trabalho político. Ele alega que na na função estará em contato com vereadores e deputados, pavimentando o caminho para voltar à Câmara Federal.

Depois de fazer as pazes com Puccinelli, após longo periodo de troca de acusações, Dagoberto foi transferido para a Assembleia Legislativa, onde não agradou parte dos deputados. Na ocasião o deputado Onevan de Matos (PSDB) protestou e pediu explicação de Puccinelli, lembrando que Dagoberto fez várias críticas à Assembleia e ainda tentou impedir a diplomação do governador. Onevan ainda chegou a observar que Puccinelli não transferia ninguém com ônus para a origem, nem quando os deputados solicitavam.

Dagoberto fez várias acusações a Puccinelli antes de se aliar ao PMDB na eleição em Campo Grande. Em setembro de 2010, o então deputado chegou a alertar adversários de Puccinelli, dizendo que ele seria capaz de fazer qualquer coisa para se livrar de seus oponentes.

“É assim que ele age, não tem escrúpulo, não tem parâmetro, não tem medo, não tem medo da Justiça e nem dos homens. Enfrenta cada um que ele quer tirá-lo de algum ponto, de algum posto, não tem medida, eu nunca vi nada parecido, nada tão autoritário quanto ao que está acontecendo em nosso estado”, declarou o deputado a época.

Há quem diga que a aliança de Dagoberto com Puccinelli foi um dos fatores determinantes para a derrota do PMDB em Campo Grande. A aliança entre os dois provocou desentendimentos dentro do PMDB e várias pessoas protestaram, dizendo que não pediriam votos para Dagoberto.

A polêmica foi tão grande que Dagoberto pouco apareceu na campanha de Giroto. No primeiro turno, ele nem acompanhou Puccinelli, Giroto e Nelsinho Trad (PMDB) durante a votação.