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Política

Biffi diz que PMDB não tem candidato competitivo para disputar o governo

Para ele, a falta de nomes competitivos está pesando entre os peemedebistas e vem agravando crise interna.

Midiamax

04 de Dezembro de 2012 - 07:51

O deputado federal Antônio Carlos Biffi (PT) declarou que “o PMDB não tem candidato competitivo” para concorrer à sucessão do governador André Puccinelli (PMDB) nas eleições de 2014. Para ele, o PT é “a bola da vez” com a pré-candidatura do senador Delcídio do Amaral e dará as cartas na discussão em torno de alianças.

“O PMDB não terá candidatura competitiva em 2014”, disparou o petista. “O Nelsinho (Trad) perdeu a eleição em Campo Grande e a Simone (Tebet) alarda para todo mundo que gosta mais do legislativo”, explicou.

Para ele, a falta de nomes competitivos está pesando entre os peemedebistas e vem agravando crise interna. “O PMDB está em crise não só pela derrota em Campo Grande, mas porque não tem quadros, a crise dele é exatamente essa, o André não acredita, não confia no Nelsinho, essa é a grande verdade”, avaliou Biffi.

Sem nomes, o deputado aposta que o PMDB buscará no PT ou no PSDB quadros para apoiar ao governo. “O PMDB vai ter que buscar aliado, ou ele se junta ao PT ou ao PSDB”, comentou.

Por outro lado, Biffi vê um PT unido e fortalecido em torno da pré-candidatura de Delcídio. “Se o André ganha as eleições com o (Edson) Giroto, ele sentava na cabeceira da mesa, com todo mundo em volta e ele diria por onde andariam as coisas. Isso não aconteceu, agora, quem senta na cabeceira é o Delcídio”, provocou.

Confiante, o deputado disse ainda que os partidos “vão correr atrás” do PT. “O Delcídio é a bola da vez, a nossa posição não vai ser de correr atrás”, apostou.

Ainda na visão de Biffi, existem três caminhos para o PT seguir: da candidatura própria com partidos emergentes, da aliança com o PMDB ou com o PSDB.

A dificuldade maior, para ele, seria a parceria com os tucanos. “Hoje, o PSDB não junta. Não sei a sinalização futura, se o Aécio (Neves) efetivamente sair candidato (a presidente)”, ponderou.

Com o PMDB, Biffi prevê “menos entrave nacional”. “Nós temos um forte candidato, que só perde para ele mesmo, agora, nós temos que trabalhar bem esses cenários”, concluiu.