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Política

Definição de cargos federais em Mato Grosso do Sul deve sair depois do Carnaval

A pauta das conversações deve incluir muita discussão sobre as indicações para os cargos federais em Mato Grosso do Sul.

Midiamax

22 de Fevereiro de 2011 - 17:12

A definição sobre as indicações para os cargos federais em Mato Grosso do Sul deve ficar para depois do Carnaval. A informação é do deputado estadual Paulo Duarte (PT), confirmada pelo ex-deputado federal Dagoberto Nogueira Filho (PDT).

“Por enquanto tem muita briga e pouco entendimento. Para alguns cargos dá para dizer apenas que há menos crise”, comenta Duarte, enquanto Dagoberto afirma que o desejo de adiar as indicações para março é do próprio ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.

Uma reunião está agendada para esta quarta-feira (23/02) em Brasília e, oficialmente, o objetivo é formalizar convite para que a presidente Dilma Roussef venha a Campo Grande participar da abertura da 73ª Expogrande.

Participarão o deputado federal Vander Loubet (PT) e o ex-deputado Dagoberto. A pauta das conversações deve incluir muita discussão sobre as indicações para os cargos federais em Mato Grosso do Sul.

Salário mínimo

Adiar a definição de nomes para os cargos federais pode ser uma estratégia do governo enquanto aguarda a votação do salário mínimo pelo Senado, agendada para esta quarta-feira. Pela manhã, o Senado analisa o projeto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). À tarde, começa a votação no plenário da Casa.

A presidente Dilma Rousseff se reuniu na manhã desta terça-feira com líderes governistas para reforçar a importância da aprovação do projeto de valorização do salário mínimo, com a manutenção do valor de R$ 545 para este ano.

O líder do governo no Senado, e relator do projeto na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), declarou que pretende vetar todas as emendas apresentadas ao projeto. Se alguma emenda for aprovada, a matéria precisará voltar para a Câmara, atrasando ainda mais a aprovação da presidente Dilma, que pretende sancionar o projeto ainda este mês.

Na votação do projeto na Câmara, a oposição apresentou duas emendas, mas ambas foram derrubadas. A base aliada do governo votou contra as propostas apresentadas pelos oposicionistas, exceto o PDT, que liberou sua bancada.

“O PDT tem o histórico de não votar contra o trabalhador”, justificou Dagoberto, lembrando ainda que o episódio gerou uma situação muito tensa. A expectativa do ex-deputado, de acordo com ele, é de que seja atendida a solicitação do PDT, que é a indicação de seu nome para a presidência da Eletrosul.