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Política

Dilma reduz contato com imprensa à metade em 2012

Na hora de falar com exclusividade, a presidente tem priorizado veículos estrangeiros e programas de televisão do Brasil

Agência Brasil

02 de Janeiro de 2013 - 15:31

Avessa a entrevistas, a presidente Dilma Rousseff falou menos com jornalistas no segundo ano de seu mandato. Das 100 entrevistas que concedeu desde que tomou posse em 2011, 64 foram no primeiro ano e 36 em 2012. Na hora de falar com exclusividade, a presidente tem priorizado veículos estrangeiros e programas de televisão do Brasil, em especial os de entretenimento.

A maior parte de todas as 22 entrevistas exclusivas concedidas por Dilma nos dois primeiros anos do mandato foi para a imprensa internacional (9) e para programas populares da TV brasileira (6), nos quais ela dificilmente é questionada sobre temas espinhosos.

Sem o traquejo para falar de improviso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, auxiliares acreditam que a fórmula tem funcionado para a imagem da presidente. Diante dos bons índices de popularidade do governo, que se mantém com 62% de aprovação, a estratégia de comunicação deve ser mantida. As informações são da Folha de S. Paulo.

Lula também falou pouco com a imprensa nos primeiros anos de governo. Segundo balanço divulgado no Blog do Planalto, ele deu 1.004 entrevistas - quase 80% delas no segundo mandato. Diferentemente de Dilma, Lula investiu na imprensa regional, responsável por mais de um terço das entrevistas exclusivas que concedeu.

Já Dilma, das 78 entrevistas coletivas que concedeu em dois anos, 27 foram no exterior. Nos programas de TV, Dilma mostra quase sempre uma faceta mais adocicada. Para o Fantástico, da Globo, abriu as portas da casa oficial, o Palácio do Alvorada. Diante das câmeras, fez uma omelete para Ana Maria Braga, do Mais Você. E, para a apresentadora Regina Casé, também na Globo, revelou que o neto Gabriel, 2 anos, é quem lhe diz "não" com frequência.

Segundo a Presidência, ela concede entrevistas de acordo com a "possibilidade de sua agenda" e que outras autoridades também falam em nome do governo, como os ministros. A Secretaria de Imprensa não respondeu a questionamentos específicos sobre a estratégia de comunicação, mas ressaltou a importância da Lei de Acesso à Informação, que facilita a consulta a arquivos públicos.