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Política

Em campanha, Bolzan atrai apoio da base aliada, isola Vilma e vai disputar a presidência da Câmara

Bolzan enfrenta resistência da vereadora Vilma Felini (PSDB), que mantém seu projeto de encabeçar a chapa governista para disputa da Mesa Diretora.

Flávio Paes/Região News

05 de Novembro de 2014 - 11:32

O vice-presidente da Câmara Municipal de Sidrolândia, o petista Sérgio Bolzan, já está em plena campanha pelo comando do Legislativo que terá eleição em dezembro. Bolzan tem se reunido com colegas, já obteve o apoio do atual presidente, o tucano Ilson Peres e recebeu sinalização favorável do presidente do diretório municipal do PSDB, Moacir Hernandes, que exerce o papel de articulador político do prefeito Ari Basso (PSDB).

Bolzan enfrenta resistência da vereadora Vilma Felini (PSDB), que mantém seu projeto de encabeçar a chapa governista para disputa da Mesa Diretora. Entrevistado pelo RN, o petista diz entrar na disputa com pelo menos dois votos declarados, do atual presidente Ilson Peres, o do 1º secretário Cledinaldo Cotócio, além do seu próprio voto.

Bolzan passou boa parte da manhã e tarde de ontem (04) mantendo conversações com outros integrantes da base aliada. O foco era convencer os vereadores do PDT, Waldemar Acosta e Edno Ribas, que sinalizaram certa simpatia pelo petista, desde que esteja alinhado com o governo. Os dois manifestaram disposição de apoiá-lo caso ele de fato viabilize sua candidatura.

Em campanha, Bolzan atrai apoio da base aliada, isola Vilma e vai disputar a presidência da CâmaraPara garantir os sete votos necessários para assegurar à presidência (quórum necessário num colegiado com 13 integrantes), o desafio de Bolzan, além de convencer a vereadora Vilma, será conquistar o sétimo voto no bloco de sete vereadores formado pela bancada do Solidariedade (com quatro integrantes), seu colega de bancada petista Edivaldo dos Santos e dos representantes do PMDB, Rosangela Rodrigues dos Santos e Nélio Paim , do PR. 

Para trilhar este caminho na busca do 7ª voto na oposição, Bolzan terá pela frente uma dura missão; disputar espaço com o vereador David Olindo, que já se colocou a disposição do seu grupo político como opção para ser o candidato. O petista trabalha com todas as possibilidades, inclusive de convencer seu colega de bancada, Edivaldo dos Santos “Vadinho”, embora este tenha descartado a possibilidade de apoia-lo, numa reação ao fato dele (Bolzan) não o ter apoiado na campanha para deputado estadual.

Articulações

Desde a conversa que teve com Moacir Hernandes no final da tarde de segunda-feira (03), Bolzan tem dedicado boa parte de seu tempo para buscar apoio ao seu projeto de comandar a Mesa Diretora a partir de janeiro. Ele começou a semana tendo como certo o apoio antecipado manifestado pelo 1º secretário Cledinaldo Cotocio.

Na reunião em que esteve logo pela manhã de ontem (04) com o prefeito Ari Basso, agendada pelo próprio Bolzan, para tratar de assuntes referente aos interesses do governo, foi surpreendido com a declaração de apoio do atual presidente da Câmara, Ilson Peres.

O atual chefe do Legislativo, que não se mostra disposto a apoiar sua colega de partido na Câmara, Vilma Felini, antecipou o voto, segundo informou o próprio a Bolzan, para resgatar uma espécie de dívida de gratidão para o petista que foi decisivo para que ele fosse eleito presidente em 2013, garantindo ao PSDB o comando da Prefeitura nos três meses de interinidade até a realização da eleição suplementar em março, quando Ari Basso foi eleito.

Na época Bolzan, mesmo contando com seis votos dos vereadores que se elegeram na coligação do PMDB, não votou em si em mesmo e honrou o compromisso de votar em Peres. Segundo Sergio, o PSDB se comprometeu a apoiar o PT para presidir a Câmara no biênio 2015/2016. O acordo teria sido firmado numa reunião no escritório do empresário Dalto Pavei no Supermercado Nutri Shopping, da qual  participaram o prefeito Ari Basso, o ex-prefeito Enelvo Felini, o filho do prefeito, Lúcio Basso e dirigentes de seu partido.

Moacir Hernandes, atual presidente do diretório municipal do PSDB, não teria participado deste encontro. Conforme o vereador petista, na última segunda-feira, Hernandes o chamou para uma conversa quando aproveitou para cobrar do presidente tucano, o compromisso de apoio. Com a dissidência da base aliada de “Vadinho”, reivindicou pra si, o apoio do PSDB para eleição da Mesa Diretora da Câmara.

Em campanha, Bolzan atrai apoio da base aliada, isola Vilma e vai disputar a presidência da CâmaraA vereadora Vilma Felini contesta este posicionamento do presidente do seu partido, o PSDB. “Esta questão não foi discutida no âmbito partidário. Desconheço que haja este compromisso de apoio ao PT na escolha da futura Mesa Diretora”, relata Vilma que diz ter renunciado ao seu projeto de presidir a Câmara em 2013, em favor do entendimento, mas que agora, entende que tem legitimidade para colocar seu nome como alternativa para encabeçar a chapa respaldada pela base do Governo.