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Política

Moacir nega perseguição a grupo de Enelvo e garante que demissões eram inevitáveis

O dirigente do PSDB garante que as medidas não tiveram um caráter de retaliação contra setores ligados ao ex-prefeito Enelvo Felini, representados por Di Cezar.

Flávio Paes/Região News

07 de Novembro de 2014 - 07:41

Diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela prefeitura, reflexo da estagnação e até queda da arrecadação, o prefeito Ari Basso (PSDB) não teve outra alternativa, a não ser cortar gastos, demitir pessoal, extinguir duas Secretarias sob pena de inviabilizar sua administração, comprometendo obras, além de colocar em risco o pagamento em dia dos servidores. 

A avaliação é do presidente do diretório municipal do PSDB, Moacir Hernandes, reconhecendo que o partido foi o mais prejudicado com cortes, que não pouparam nem mesmo um tucano histórico, o ex-vereador Di Cezar, único filiado ao partido com cargo no primeiro escalão, exonerado da Secretaria de Desenvolvimento Econômico que será reduzida a um departamento.

O dirigente do PSDB garante que as medidas não tiveram um caráter de retaliação contra setores ligados ao ex-prefeito Enelvo Felini, representados por Di Cezar. “Pedimos a compreensão dos companheiros que estão sendo sacrificados. Vamos fazer uma reunião do diretório quando vamos expor as razões dos cortes e eles terão oportunidade de se manifestar”, pondera Moacir Hernandes, que nega a existência de um racha partidário.

“Há um natural desgaste, afinal em dois anos, enfrentamos quatro eleições e em 2016 teremos uma nova disputa”, lembra o presidente do diretório municipal. Ele lembra que o estilo administrativo do PSDB é voltado para a busca de resultados em favor da população, em detrimento muitas vezes de acordos políticos que levem ao loteamento de cargos da máquina pública que acabam comprometendo o desempenho administrativo da gestão. “Se você fica preocupado só com os acordos, não trabalha e aí não ganha eleição”.

Moacir Hernandes nega que haja uma decisão formada em torno do apoio a candidatura do vereador Sérgio Bolzan a presidente Câmara. “Bolzan está trabalhando para viabilizar seu projeto de presidir o Legislativo. Nosso entendimento é de que se ele ou qualquer outro vereador da base que conseguir o consenso do grupo, terá o apoio do prefeito”, sustenta o presidente do PSDB, numa alusão direta a vereadora Vilma Felini, que se mostrou descontente com os rumores de que o prefeito e o presidente do diretório municipal do partido simpatizavam a candidatura do vereador petista.

“Lamento que a vereadora tenha tido está interpretação. Nada será feito de forma isolada, sem uma ampla consulta aos aliados”, assegura. O empresário lembra que a eleição da Mesa Diretora é uma questão interna da Câmara, onde os 13 vereadores são candidatos a presidente. “Precisamos trabalhar de forma conjunta com o Legislativo em favor da cidade”.