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Política

Petistas de MS ‘festejam’ indicação de Gleisi Hoffmann para a Casa Civil

Gleisi atuou no governo de Zeca como a responsável pela reestruturação administrativa do Estado, missão que lhe deu o status de secretária de Estado.

Midiamax

08 de Junho de 2011 - 09:34

A nomeação da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), como ministra da Casa Civil do governo de Dilma Roussef, foi recebida com uma espécie de “prêmio político” por petistas de Mato Grosso do Sul, um deles o ex-governador José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT.

Gleisi assume amanhã à tarde o lugar de Antônio Palocci, que pediu demissão do cargo nesta terça-feira, após o bombardeio da mídia nacional acerca de sua evolução patrimonial no período de 2006 a 2010. Gleisi atuou no governo de Zeca como a responsável pela reestruturação administrativa do Estado, missão que lhe deu o status de secretária de Estado.

Zeca do PT disse que se sentiu “realizado” com a indicação de sua ex-secretária de governo. Segundo o petista, com a nomeação de Gleisi, o governo de Dilma “se afasta da paralisia em que se encontrava”.

“Sinto-me realizado com essa indicação, pois conheço a Gleisi de perto, ela fez toda a reestruturação administrativa que deu um salto de qualidade na valorização do servidor público em Mato Grosso do Sul”, comemorou.

“É uma pessoa que eu tenho o maior respeito por sua competência, humildade e vontade fazer política”, continuou.

Zeca afirma ainda que a indicação joga “um balde de água fria” na crise vivida, desde que surgiram os primeiros questionamentos sobre a evolução patrimonial de Antônio Palocci.

“O gesto do Palocci [pedido de demissão] era inevitável. A melhor saída foi essa”, concluiu.

O senador Delcídio do Amaral foi outro que comemorou a escolha de Gleisi.

“Foi uma excelente escolha para Mato Grosso do Sul. É uma pessoa que conhece nosso estado e está preparada”, disse o parlamentar, que conhece a nova ministra-chefe da Casa Civil desde 1998.

Quanto a saída de Palocci, Delcídio se disse surpreso e acreditava que o ex-ministro poderia permanecer no cargo.

“Sempre tive um vínculo muito forte com ele. Pensei que até em função do parecer dado pela Procuradoria-Geral da República, ele poderia permanecer. Mas a presidente avaliou que a melhor solução foi essa, então temos que respeitar”, concluiu.

Orgulho

O deputado estadual Paulo Duarte disse ter sentido “orgulho” em saber que Gleisi havia sido convidada por Dilma. “Fico feliz com a nomeação dela. Mais feliz ainda em saber que indicação surgiu por sua capacidade administrativa, sem a conotação política”, afirmou o petista.

Duarte atuava na superintendência da Sefaz (Secretaria de Fazenda), quando Gleisi ocupava o comando do chamado Comitê de Gestão Financeira do governo de Zeca, entre os anos de 1999 e 2000. À época a Sefaz era chefiada por Paulo Bernardes, marido de Gleisi.

“Pegamos o governo com quatro folhas de pagamento atrasados, greves dos servidores, enfim. E ela demonstrou capacidade ao superar a crise”.

Paulo Duarte afirmou também que a intenção da presidente Dilma em tirar do chefe da Casa Civil o caráter político e por lá alguém com perfil de quem conhece a administração pública contribuiu com a nomeação de Gleisi. “Ninguém melhor que ela para ocupar esse cargo tão importante”, sustentou o parlamentar.