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Política

Tucanos avaliam que saída de Marisa do Senado enfraquece legenda

Para os tucanos contrários à transferência de Marisa para o TCE, essa mudança enfraqueceria o PSDB em MS

Conjuntura Online

25 de Abril de 2011 - 15:52

O imbróglio acerca das disputas pela vaga aberta no TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul), com a morte da conselheira Celina Jallad, ameaça a antiga e consolidada aliança entre o PMDB e o PSDB no Estado.

Tudo porque tucanos mais moderados e conservadores não estariam concordando com o suposto envolvimento do governador André Puccinelli (PMDB) nas negociações que teriam por objetivo emplacar a senadora Marisa Serrano (PSDB) no Tribunal.

O fato automaticamente a tiraria do Senado e, por consequência, da rota dos peemedebistas nas eleições de 2012 e 2014, quando serão disputados a prefeitura de Campo Grande e o governo do Estado, os dois grandes e principais nacos de poder dentro do espectro político estadual.

Para os tucanos contrários à transferência de Marisa para o TCE, essa mudança enfraqueceria o PSDB em MS, ampliando a hegemonia do hoje aliado PMDB principalmente no comando dos executivos estadual e da Capital, instâncias há muito cortejadas pelos tucanos, em especial pela própria Marisa.

Na Assembleia Legislativa, os deputados tucanos Márcio Monteiro, sobrinho da senadora, e Onevan de Matos destoam das vozes do partido que defendem a ida de Marisa para o TCE. Ambos insistem em dizer que o processo de migração da senadora para o Tribunal deixaria os tucanos praticamente em frangalhos no Estado, já que ela, além de ser uma das principais lideranças da legenda, ainda desfruta de grande influência na seara política sul-mato-grossense.

“Com Marisa fora do espectro político os tucanos perderiam força em MS”, disse recentemente Monteiro ao analisar a saída da senadora do campo político. Já Onevan de Matos avalia que Marisa seria mais útil ao PSDB no Senado. “Ela é muito importante no Senado. Acho que o partido precisa dela lá", assinalou Onevan.

Mais ingredientes

 

Nas próximas horas o capítulo sobre a ida ou não de Marisa ao TCE deve ganhar mais ingredientes. É que membros do PSDB na Assembleia e a cúpula do partido devem se reunir para tentar afinar o discurso sobre a questão. Na pauta do encontro estão a interferência do PMDB de Puccinelli no processo envolvendo a ocupação da vaga no TCE e os conflitos de opinião dentro do ninho tucano sobre a saída de Marisa do Senado.

A reunião antecede as deliberações que deverão ser tomadas dentro do núcleo da Assembleia Legislativa sobre como se dará o processo de indicação do novo membro do Tribunal: se ocorrerá por força de um processo estritamente político, em que o PMDB, principalmente, forçará a indicação da senadora, ou se levado em conta o que dita o regimento daquela Casa, que obriga que os postulantes à cadeira do TCE tenham ao menos oito votos de parlamentares para colocarem seus nomes à avaliação do plenário e outros 13, no dia da votação, para garantirem a ocupação da vaga deixada por Celina Jallad.

Marisa, por seu turno, tem se posicionado num determinado momento contra a saída do Senado e, em outro, cética para ocupar o posto no TCE. Posição totalmente adversa a do seu concorrente à vaga, o deputado republicano Antônio Carlos Arroyo, que tem realizado uma campanha agressiva entre seus pares de Assembleia em busca da consolidação de seu nome no Tribunal.