SIDROLÂNDIA- MS
Após 20 anos, escola do Valinhos entra na reta final e prefeitura corre contra o tempo
A Prefeitura corre contra o tempo para concluir a obra até o próximo dia 23 de fevereiro, quando começam as aulas.
Redação/Região News
29 de Janeiro de 2026 - 14:16

Depois de mais de duas décadas de espera, a comunidade do Assentamento Valinhos, localizado a mais de 70 quilômetros do centro de Sidrolândia, na divisa com Maracaju, começa a ver sair do papel o sonho da sede própria da escola local. A Prefeitura corre contra o tempo para concluir a obra até o próximo dia 23 de fevereiro, quando começam as aulas.
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Até o ano passado, a escola funcionava de forma improvisada em uma casa vizinha à Igreja Católica, no lado maracajuense do assentamento, como extensão da Escola Darci Ribeiro, do Assentamento Capão Bonito. No Valinhos vivem 86 famílias, sendo 75 em Sidrolândia e 11 na margem do Rio Brilhante, em Maracaju.
Em 2025, nove alunos da pré-escola dividiam uma sala, enquanto outros 14 estudantes do 1º ao 5º ano frequentavam turmas multisseriadas. Além disso, cerca de 20 alunos do 1º ao 9º ano precisavam acordar às 4h30 da manhã para enfrentar diariamente uma viagem de aproximadamente 50 quilômetros até Maracaju. Duas vezes por mês, as aulas eram suspensas para que médicos enviados pela Prefeitura de Maracaju atendessem a população local.
A construção da nova escola começou em 2023, em uma área de 1.325 metros quadrados. Em junho do ano passado, o Incra recebeu o georreferenciamento do terreno, etapa que abriu caminho para que a autarquia avance na cessão de uso da área ao município.
O projeto prevê três salas de aula, sala dos professores, secretaria, cantina, despensa e saguão. A obra entra agora na fase de cobertura, reboco e acabamento, com a instalação de telhado, forro, piso, portas, janelas e sanitários.
Dos alicerces à construção das paredes, toda a obra foi executada sem um centavo de recurso público. As etapas iniciais foram viabilizadas com material e mão de obra custeados pela própria comunidade, por meio de doações e mobilização local. Produtores rurais da região contribuíram com materiais, enquanto Alzemiro Paim bancou cerca de R$ 70 mil em mão de obra e viabilizou aproximadamente R$ 40 mil em materiais, garantindo o avanço da construção até a fase de cobertura, reboco e início do acabamento.
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A história de Alzemiro se confunde com a da própria escola. Filho do pioneiro Doralício Garcez Paim, ele nasceu e cresceu na região, onde sua família está desde 1934. Na década de 1950, seu pai chegou a se oferecer para doar um hectare de terra ao município para a construção de uma escola, proposta que não avançou à época. Diante da ausência do poder público, Doralício tomou a iniciativa de contratar uma professora para alfabetizar seus filhos e outras crianças da região — entre elas o próprio Alzemiro, que foi alfabetizado em casa.
Décadas depois, ao ver a comunidade do Valinhos novamente mobilizada em torno da construção de uma escola, Alzemiro decidiu assumir papel central na obra, honrando a trajetória do pai e contribuindo de forma decisiva para que o projeto saísse do papel. A unidade escolar levará o nome de Doralício Garcez Paim em reconhecimento a esse legado.
A vereadora Juscinei Claro intercedeu junto ao deputado estadual Gerson Claro, garantindo uma emenda parlamentar destinada à compra de três aparelhos de ar-condicionado e dois notebooks para a escola.
Atualmente, a equipe da Prefeitura dispõe de 80 sacas de cimento, além de areia e pedra suficientes para a execução do contrapiso e do reboco externo. O presidente do Sindicato Rural, Paulo Stefanello, comprometeu-se com a doação do forro. Já a Prefeitura será responsável pela compra dos materiais de acabamento, como piso, portas, janelas, vasos sanitários e pias.
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A mobilização da comunidade em torno da construção da escola foi liderada pela professora Roseli Pereira, moradora do assentamento e filha de assentados. Os filhos dela estudaram as séries iniciais na antiga escola, que chegou a ser fechada entre 2013 e 2016. Um deles, hoje com 25 anos, formou-se técnico agrícola em Maracaju e atualmente trabalha para um dos produtores r




