SIDROLÂNDIA- MS
Após morte em ‘tribunal do crime’, famílias tentam trazer corpos; jovem de Sidrolândia está entre as vítimas
Os três haviam viajado para o interior de Mato Grosso para trabalhar em um galpão e desapareceram no último sábado (4), após saírem do alojamento onde estavam hospedados.
Redação/Região News
09 de Abril de 2026 - 07:56

A família dos jovens Breno Gabriel Soares Cabral, de 21 anos, morador de Sidrolândia, Wagner Felipe Rocha Viana, de 20 anos, e Wilquison Eduardo Rocha Viana, de 23 anos, mortos durante um “tribunal do crime” em Campo Novo do Parecis (MT), realiza vaquinhas para custear o traslado dos corpos para Mato Grosso do Sul. O transporte foi estimado em R$ 12,5 mil para uma das famílias.
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Os três haviam viajado para o interior de Mato Grosso para trabalhar em um galpão e desapareceram no último sábado (4), após saírem do alojamento onde estavam hospedados. Os corpos foram encontrados na tarde desta terça-feira (7), enterrados em uma estrada vicinal.
Familiares relatam que não receberam suporte da empresa contratante.
Estamos precisando de ajuda para trazer o corpo dos meninos de volta. A empresa não está dando nenhum suporte”, disse Kamila Viana, irmã de Wagner e Wilquison.''
Mãe de Breno, Elaine Cristina Soares, de 42 anos, afirma estar abalada e critica a falta de assistência. Segundo ela, ao procurar os responsáveis pela contratação, foi informada de que o custo do traslado poderia ser abatido dos salários dos jovens. “Quer dizer que meu filho foi trabalhar para morrer? Foi para pagar o próprio enterro?”, desabafou.

Elaine também relatou que o Instituto Médico Legal (IML) orientou que o traslado ocorra o mais rápido possível, já que o caixão será lacrado. “Eu só quero dar um enterro digno para ele, não jogar ele em uma vala como foi encontrado”, disse.
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A mãe reforça que o filho não tinha envolvimento com facções criminosas. “Meu filho era trabalhador, muito querido. Não vou deixar o caráter dele ser destruído”, afirmou.
O traslado dos corpos dos dois irmãos foi orçado em R$ 12,5 mil, e a família recebe doações via Pix. Já Elaine também arrecada valores para trazer o corpo de Breno de volta a Sidrolândia.
De acordo com o delegado Guilherme Kaiper, o crime está ligado à atuação de facções criminosas na região. As vítimas teriam sido atraídas sob o pretexto de jogar sinuca e, por serem de fora, levantaram suspeitas de integrantes do grupo local. Elas foram levadas a uma estrada vicinal, onde foram mortas e enterradas juntas.
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Ainda segundo a investigação, houve uma chamada de vídeo no contexto do chamado “tribunal do crime”, em que teria sido dada a ordem de execução.




