Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Terça, 13 de Janeiro de 2026

SIDROLÂNDIA- MS

Após seis dias retida em La Paz, família de Sidrolândia consegue deixar a Bolívia e retorna ao Brasil por rota alternativa

O grupo havia planejado seguir viagem turística até Machu Picchu, no Peru, mas teve o roteiro interrompido pela instabilidade política e social no país vizinho.

Redação/Região News

13 de Janeiro de 2026 - 13:51

Após seis dias retida em La Paz, família de Sidrolândia consegue deixar a Bolívia e retorna ao Brasil por rota alternativa
Antes do caos, Wésner e família fizeram registro feliz no deserto de sal, na Bolívia. Foto: Arquivo Pessoal

Depois de passar seis dias retida em meio a bloqueios e protestos em La Paz, na Bolívia, uma família de Sidrolândia conseguiu finalmente deixar o país e iniciou o retorno ao Brasil por uma rota alternativa. O grupo havia planejado seguir viagem turística até Machu Picchu, no Peru, mas teve o roteiro interrompido pela instabilidade política e social no país vizinho.

✅ Receba no WhatsApp as notícias do RN

Conseguiram sair da Bolívia Rosa Vargas, os filhos Kilkiner Vargas de Oliveira e o cirurgião-dentista Wésner Vargas de Oliveira, além da nora. Wésner mantém consultório odontológico em Maracaju. A família deixou La Paz de ônibus e, na manhã desta terça-feira (13), já estava em território argentino. O retorno segue pela Argentina e pelo Paraguai até Mato Grosso do Sul.

✅ Clique aqui para seguir o RN no Facebook 

A viagem teve início no fim de dezembro. Após passar o Ano-Novo em Bonito, a família seguiu no dia 1º de janeiro de carro até Assunção, no Paraguai, e depois embarcou de ônibus com destino à Argentina. O roteiro previa a passagem pela Bolívia antes de seguir ao Peru, mas acabou interrompido em La Paz no dia 6 de janeiro, quando os bloqueios se intensificaram.

Durante o período em que permaneceram retidos, os familiares enfrentaram dificuldades de mobilidade e hospedagem, precisaram trocar de hotel mais de uma vez e conviveram com o medo da escalada da violência. Em relatos feitos enquanto ainda estavam na capital boliviana, Wésner afirmou que a prioridade era deixar o país o quanto antes diante do clima de tensão.

✅ Clique aqui para seguir o RN no Instagram

O empresário Marcos Vargas, proprietário da Autoescola Nossa Senhora Aparecida, acompanhou a situação à distância e comemorou o início do retorno da família. “O mais importante é saber que eles conseguiram sair de lá e agora estão a caminho de casa”, afirmou.

Os protestos na Bolívia começaram em 22 de dezembro, após a edição do Decreto Supremo 5503, que extinguiu subsídios aos hidrocarbonetos e provocou alta nos preços. A crise resultou em dezenas de bloqueios em rodovias, inclusive em La Paz e El Alto, isolando regiões e afetando rotas internacionais.