SIDROLÂNDIA- MS
Após seis dias retida em La Paz, família de Sidrolândia consegue deixar a Bolívia e retorna ao Brasil por rota alternativa
O grupo havia planejado seguir viagem turística até Machu Picchu, no Peru, mas teve o roteiro interrompido pela instabilidade política e social no país vizinho.
Redação/Região News
13 de Janeiro de 2026 - 13:51

Depois de passar seis dias retida em meio a bloqueios e protestos em La Paz, na Bolívia, uma família de Sidrolândia conseguiu finalmente deixar o país e iniciou o retorno ao Brasil por uma rota alternativa. O grupo havia planejado seguir viagem turística até Machu Picchu, no Peru, mas teve o roteiro interrompido pela instabilidade política e social no país vizinho.
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Conseguiram sair da Bolívia Rosa Vargas, os filhos Kilkiner Vargas de Oliveira e o cirurgião-dentista Wésner Vargas de Oliveira, além da nora. Wésner mantém consultório odontológico em Maracaju. A família deixou La Paz de ônibus e, na manhã desta terça-feira (13), já estava em território argentino. O retorno segue pela Argentina e pelo Paraguai até Mato Grosso do Sul.
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A viagem teve início no fim de dezembro. Após passar o Ano-Novo em Bonito, a família seguiu no dia 1º de janeiro de carro até Assunção, no Paraguai, e depois embarcou de ônibus com destino à Argentina. O roteiro previa a passagem pela Bolívia antes de seguir ao Peru, mas acabou interrompido em La Paz no dia 6 de janeiro, quando os bloqueios se intensificaram.
Durante o período em que permaneceram retidos, os familiares enfrentaram dificuldades de mobilidade e hospedagem, precisaram trocar de hotel mais de uma vez e conviveram com o medo da escalada da violência. Em relatos feitos enquanto ainda estavam na capital boliviana, Wésner afirmou que a prioridade era deixar o país o quanto antes diante do clima de tensão.
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O empresário Marcos Vargas, proprietário da Autoescola Nossa Senhora Aparecida, acompanhou a situação à distância e comemorou o início do retorno da família. “O mais importante é saber que eles conseguiram sair de lá e agora estão a caminho de casa”, afirmou.
Os protestos na Bolívia começaram em 22 de dezembro, após a edição do Decreto Supremo 5503, que extinguiu subsídios aos hidrocarbonetos e provocou alta nos preços. A crise resultou em dezenas de bloqueios em rodovias, inclusive em La Paz e El Alto, isolando regiões e afetando rotas internacionais.




