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SIDROLÂNDIA- MS

Caciques classificam invasão como 'baderna', negam participação e cobram apuração dos fatos

Em documento divulgado após a reunião, os caciques afirmaram que nenhum integrante das lideranças ou das comunidades representadas tinha conhecimento da ocupação.

Redação/Região News

15 de Junho de 2026 - 19:17

Caciques classificam invasão como 'baderna', negam participação e cobram apuração dos fatos

Reunidos nesta segunda-feira (15), em Sidrolândia, os sete caciques representantes das aldeias da Terra Indígena Buriti divulgaram um posicionamento oficial sobre a ocupação das fazendas São Sebastião e Santa Clara, ocorrida no último sábado (13). As lideranças negaram qualquer participação ou conhecimento prévio da ação e classificaram a invasão e os atos de vandalismo registrados nas propriedades como uma "baderna" promovida de forma isolada.

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O encontro contou com a presença de representantes das comunidades Terena, do vice-cacique da Aldeia 10 de Maio, do deputado federal Vander Loubet, do deputado estadual Zeca do PT, da vereadora Edilaine Tavares, de um vereador de Dois Irmãos do Buriti e do representante da diretoria municipal do PT em Sidrolândia, Adão Custódio.

Em documento divulgado após a reunião, os caciques afirmaram que nenhum integrante das lideranças ou das comunidades representadas tinha conhecimento da ocupação. Também declararam não concordar com os atos praticados durante a ação.

Não concordamos com a baderna feita de forma isolada por uma aldeia", registraram as lideranças no documento.

Apesar da condenação aos atos de vandalismo, os caciques reafirmaram o compromisso de continuar lutando pela demarcação das terras reivindicadas pelo povo Terena no território Buriti.

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Outro ponto destacado pelas lideranças foi o que consideram uma rápida mobilização das forças de segurança pública para atender à ocorrência. Segundo os caciques, a agilidade da resposta policial contrasta com situações em que comunidades indígenas alegam ser vítimas de violações de direitos e não recebem a mesma atenção por parte do poder público.

Ao final da reunião, os participantes defenderam a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos envolvidos na ocupação e nos atos de destruição. O grupo também reiterou que a luta pela ampliação e demarcação do território indígena continuará sendo conduzida pelas lideranças constituídas e por meios considerados legítimos.

"Solicitamos dos órgãos competentes a rigorosa apuração dos fatos ocorridos, com celeridade e punição dos responsáveis que agiram de forma isolada e sem consulta às lideranças", conclui a nota.

O posicionamento dos caciques não endossa, ao menos no documento tornado público após a reunião, a versão apresentada em nota divulgada na manhã desta segunda-feira pelo deputado estadual Zeca do PT. No texto, o parlamentar atribuiu a ocupação a uma suposta mobilização de indígenas alinhados à direita política na região.

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Segundo a nota divulgada pelo deputado, o movimento teria sido liderado por Rodrigues Alcântara, secretário municipal de Assuntos Indígenas de Dois Irmãos do Buriti, filiado ao MDB. O documento também afirma que Alcântara integra, juntamente com outras lideranças indígenas, um grupo político identificado com pautas conservadoras e de apoio a pré-candidaturas ligadas ao ex-governador Reinaldo Azambuja, à ex-secretária estadual de Cidadania Viviane Luiza e ao ex-prefeito de Aquidauana Odilon Ribeiro.

Segundo relatos dos proprietários das fazendas invadidas, houve depredação de imóveis, destruição de móveis, rendição e ameaças a funcionários e familiares, além de danos registrados também na Fazenda Santa Clara.