SIDROLÂNDIA- MS
Proprietária nega permanência de indígenas na Fazenda São Sebastião e relata destruição de estruturas
Segundo ela, o grupo entrou na área no último sábado (13), mas deixou o local após os episódios de destruição registrados na fazenda.
Redação/Região News
15 de Junho de 2026 - 18:03

A proprietária da Fazenda São Sebastião, Alda Lemos Brito Curado, contestou nesta segunda-feira (15) a informação de que indígenas da Aldeia Buriti teriam retomado e permanecido na propriedade rural localizada em Sidrolândia. Segundo ela, o grupo entrou na área no último sábado (13), mas deixou o local após os episódios de destruição registrados na fazenda.
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De acordo com Alda, os indígenas chegaram por volta das 14h30 e renderam funcionários que trabalhavam na propriedade. "Eles entraram, chegaram, algemaram meus funcionários, ameaçaram de morte, mandaram os meus funcionários sair e tacaram fogo na fazenda", afirmou.
A produtora rural relatou que três casas existentes na fazenda foram incendiadas, além de um galpão. Segundo ela, todos os bens que estavam dentro das edificações foram destruídos pelo fogo.
"Minhas três casas da fazenda foram queimadas, o galpão foi queimado, tudo que estava dentro. Meus funcionários saíram com a roupa do corpo", declarou.
Alda informou que, no momento da ação, estavam na fazenda dois funcionários, a esposa de um deles e uma criança de dois anos. Conforme seu relato, quando as equipes policiais chegaram ao local encontraram apenas as estruturas danificadas.
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A proprietária também afirmou que não houve qualquer mediação prévia por parte da Funai, do Ministério dos Povos Indígenas ou de outros órgãos federais. Segundo ela, representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas estiveram na fazenda somente no domingo (14), quando avaliaram a situação da propriedade.
Durante a entrevista, Alda mencionou ainda o desaparecimento de máquinas da fazenda. De acordo com ela, os equipamentos foram localizados posteriormente pelas forças de segurança com apoio de um helicóptero da Polícia Militar.
"Nós localizamos a máquina através do helicóptero da PM", afirmou.
Segundo a proprietária, equipes da Polícia Militar Tática e da Guarda Rural de Sidrolândia atuaram na ocorrência e permanecem dando suporte na área. Familiares e funcionários continuam no local.
Alda também destacou que a disputa judicial envolvendo a propriedade já teve decisões favoráveis à família em diferentes instâncias do Judiciário.
"Nós ganhamos a causa em três instâncias", declarou, acrescentando que o processo atualmente tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Versão da Funai
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A versão apresentada pela proprietária diverge das informações repassadas pela coordenação regional da Funai em Campo Grande. O coordenador regional, Dione Alcântara Batista, afirmou que indígenas retornaram à Fazenda São Sebastião nesta segunda-feira (15).
Segundo ele, o grupo está em uma área pertencente à propriedade rural, porém distante da sede da fazenda e das estruturas atingidas durante a ação do último sábado.
A Fazenda São Sebastião está localizada na região do Território Indígena Buriti, área que há décadas é alvo de disputas judiciais e reivindicações territoriais por parte do povo Terena. Até o momento, não houve manifestação oficial da Funai sobre as acusações de ameaças, incêndios e destruição relatadas pela proprietária.




