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SIDROLÂNDIA- MS

Capataz relata cárcere de funcionários, ameaças de morte e destruição durante invasão de fazendas

Conforme o depoimento prestado à polícia, ambos foram ameaçados com arma de fogo, algemados e mantidos sob vigilância dentro da propriedade.

Redação/Região News

14 de Junho de 2026 - 10:29

Capataz relata cárcere de funcionários, ameaças de morte e destruição durante invasão de fazendas
A tropa de choque da Polícia Militar já está nas fazendas de Sidrolândia invadidas por indígenas da Aldeia Buriti. Foto: Divulgação

O boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia de Sidrolândia traz relatos de extrema gravidade sobre a invasão de propriedades rurais na região da MS-162, próximo ao distrito de Quebra-Coco, registrado desde sexta-feira.

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Segundo o capataz da Fazenda São Sebastião da Serra, Cleber Martins de Aguiar, o grupo que ocupou a propriedade por volta do meio-dia de sexta-feira (13) teria rendido dois funcionários da fazenda, identificados como Carlinhos e Wesley. Conforme o depoimento prestado à polícia, ambos foram ameaçados com arma de fogo, algemados e mantidos sob vigilância dentro da propriedade.

Cleber relatou ainda que os trabalhadores permaneceram em cárcere privado por cerca de seis horas e teriam sido alvo de constantes ameaças de morte durante todo o período em que ficaram sob domínio dos invasores. Eles só foram liberados por volta das 18 horas.

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Outro trecho do depoimento aponta que a esposa de Wesley e o filho pequeno do casal teriam sido retirados da fazenda e levados para outra propriedade da região, a Fazenda Lindóia.

O capataz também informou à Polícia Civil que todas as casas existentes na Fazenda São Sebastião da Serra foram incendiadas. Segundo seu relato, as edificações utilizadas na propriedade foram destruídas pelo fogo durante a ocupação.''

Além dos incêndios, Cleber denunciou a retirada de máquinas e equipamentos agrícolas. Conforme registrado no boletim, o maquinário da fazenda teria sido levado e transportado para a Fazenda Lindóia.

Os depoimentos colhidos pela polícia também apontam preocupação em outras propriedades da região. A proprietária Maria do Carmo Ortiz Martins informou que a Fazenda Águas Claras havia sido invadida, mas que não conseguia contato com os funcionários que permaneciam no local. Situação semelhante foi relatada por Mario Cley Lacerda de Oliveira, responsável pela Fazenda Vassoura, que também não havia conseguido comunicação com trabalhadores da propriedade.

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Diante dos relatos, a Polícia Civil registrou a ocorrência pelos crimes de ameaça, associação criminosa, roubo majorado pelo concurso de pessoas, dano qualificado, violação de domicílio qualificada e esbulho possessório mediante violência.