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SIDROLÂNDIA- MS

Caso Magno: autor confesso é condenado a 15 anos e 6 meses de prisão; demais réus serão colocados em liberdade

Os outros três réus foram absolvidos da acusação de homicídio e serão colocados em liberdade.

Redação/Região News

23 de Julho de 2026 - 22:10

Caso Magno: autor confesso é condenado a 15 anos e 6 meses de prisão; demais réus serão colocados em liberdade
A vítima Magno Fernandes Monteiro e o autor confesso do crime, João Pedro Lopes. Foto: Região News

Após mais de 10 horas de julgamento, o Tribunal do Júri realizado no Fórum de Sidrolândia encerrou, na noite desta quinta-feira (23), o julgamento dos quatro acusados pelo assassinato do pintor Magno Fernandes Monteiro. O autor confesso do crime, João Pedro Lopes, foi condenado a 15 anos e 6 meses de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os outros três réus foram absolvidos da acusação de homicídio e serão colocados em liberdade.

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Caso Magno: autor confesso é condenado a 15 anos e 6 meses de prisão; demais réus serão colocados em liberdade
A cova no quintal onde a vítima foi enterrado. Foto: Luiz Alberto

João Pedro confessou, durante o interrogatório, ter matado Magno com golpes de faca. No entanto, negou ter utilizado um martelo para agredir a vítima, versão contestada pelo Ministério Público, que apontou laudos periciais indicando lesões provocadas por dois instrumentos distintos.

Caso Magno: autor confesso é condenado a 15 anos e 6 meses de prisão; demais réus serão colocados em liberdade

Otávio Miguel Santos de Souza foi condenado apenas pelo crime de ocultação de cadáver. O Conselho de Sentença fixou a pena em 1 ano e 10 dias de prisão, mas ele deixará o presídio porque o período em que permaneceu preso preventivamente supera a pena aplicada.''

Durante o julgamento, Otávio afirmou que possuía uma dívida com João Pedro Lopes e que vinha sendo ameaçado por ele. Segundo seu depoimento, as ameaças também eram dirigidas à sua família. Ele relatou que, no dia do crime, foi até o local a convite de João Pedro acreditando que receberia um pagamento, mas acabou sendo envolvido na ocultação do corpo. Em seu interrogatório, também apresentou uma versão que contradiz o depoimento de Natally Machado da Silva sobre quem teria fornecido as ferramentas utilizadas para cavar a cova onde o corpo foi enterrado.

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Natally Machado da Silva e Adriana de Oliveira Lopes também foram absolvidas da acusação de homicídio. Assim como Otávio, elas responderam apenas pelo crime de ocultação de cadáver e serão colocadas em liberdade, já que o período de prisão preventiva supera as penas aplicadas.

Caso Magno: autor confesso é condenado a 15 anos e 6 meses de prisão; demais réus serão colocados em liberdade

O crime ocorreu em fevereiro de 2024. Magno Fernandes Monteiro desapareceu após sair de casa e seu corpo foi encontrado dias depois enterrado em uma cova rasa nos fundos de uma residência, em Sidrolândia. As investigações apontaram que, após o homicídio, os envolvidos ocultaram o cadáver na tentativa de dificultar a descoberta do crime.

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A investigação teve um desfecho decisivo quando Natally Machado da Silva procurou a Delegacia de Polícia para denunciar que era vítima de violência doméstica praticada por João Pedro Lopes. Durante o atendimento, ela revelou informações sobre o assassinato e indicou o local onde o corpo de Magno havia sido enterrado. A partir dessas informações, a Polícia Civil localizou o cadáver e esclareceu o crime, o que culminou no julgamento realizado nesta quinta-feira.