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SIDROLÂNDIA- MS

Interior concentra maiores taxas de homicídio em MS; Sidrolândia reduz índices e sai do grupo mais violento

O Atlas ressalta que os dados de municípios pequenos devem ser analisados com cautela, já que poucos casos podem elevar significativamente a taxa proporcional.

Redação/Região News

26 de Maio de 2026 - 13:22

Interior concentra maiores taxas de homicídio em MS; Sidrolândia reduz índices e sai do grupo mais violento
Polícia Militar reforça segurança durante evento. Foto: Arquivo Região News

O Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que municípios do interior concentram as maiores taxas de homicídio de Mato Grosso do Sul em 2024. Apesar disso, Sidrolândia apresentou queda nos índices de violência letal e deixou o grupo das cidades mais violentas do Estado.

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O levantamento utiliza dados do Ministério da Saúde e compara os índices de homicídios em todos os municípios brasileiros. A cidade de Sonora lidera o ranking estadual, com taxa de 74,2 homicídios por 100 mil habitantes. Foram 11 casos registrados em uma população estimada de 14.822 moradores. No cenário nacional, o município aparece na 110ª posição entre os mais violentos do país.

Interior concentra maiores taxas de homicídio em MS; Sidrolândia reduz índices e sai do grupo mais violento
Sidrolândia apresentou queda nos índices de violência letal e deixou o grupo das cidades mais violentas do Estado. Foto: Arquivo Região News

Na sequência aparecem Iguatemi, com taxa de 57,1; Angélica e Taquarussu, ambas com 53,6; Antônio João, com 51,9; Japorã, com 47,6; Paranhos, com 45; Juti, com 42,8; Brasilândia, com 42,2; e Coronel Sapucaia, com 40,9 homicídios por 100 mil habitantes. O Atlas ressalta que os dados de municípios pequenos devem ser analisados com cautela, já que poucos casos podem elevar significativamente a taxa proporcional.

Em Taquarussu, por exemplo, dois homicídios foram suficientes para colocar a cidade entre as maiores taxas do Estado devido à população estimada de apenas 3.730 habitantes.''

Quando considerado o número absoluto de homicídios, Campo Grande lidera com ampla diferença. A Capital registrou 175 homicídios em 2024, alcançando taxa de 18,3 mortes por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional de 20,1.

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Depois de Campo Grande, os maiores volumes de homicídios foram registrados em Dourados, com 42 casos; Três Lagoas, com 23; Corumbá, com 22; Ponta Porã, com 21; e Sidrolândia, com 9 homicídios.

Ao todo, 28 municípios sul-mato-grossenses tiveram taxa igual ou superior à média nacional. Entre eles estão Tacuru, Chapadão do Sul, Sete Quedas, Douradina, Itaporã, Bela Vista, Amambai, Ribas do Rio Pardo, Cassilândia, Inocência, Coxim, Naviraí e Jardim.

Na outra ponta, 15 municípios do Estado não registraram homicídios em 2024, entre eles Água Clara, Alcinópolis, Anaurilândia, Aparecida do Taboado, Bandeirantes, Jaraguari e Selvíria.

Queda em Sidrolândia

Interior concentra maiores taxas de homicídio em MS; Sidrolândia reduz índices e sai do grupo mais violento

Dados do Sistema Estatístico da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul mostram que Sidrolândia manteve tendência de redução nos homicídios após a queda registrada pelo Atlas da Violência. O município contabilizou 10 homicídios em 2025 e soma quatro casos em 2026 até o momento.

Segundo o levantamento, Sidrolândia reduziu os homicídios de 14 casos em 2023 para nove em 2024, uma queda de 35,7%. A taxa de homicídios caiu de 22,4 para 14,4 mortes por 100 mil habitantes no período, desempenho superior ao registrado tanto em Mato Grosso do Sul quanto no Brasil.

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Com a redução, o município deixou o grupo das cidades mais violentas do Estado. Em 2023, Sidrolândia ocupava a 12ª posição no ranking estadual de taxas de homicídio. Em 2024, caiu para a 19ª colocação.

De acordo com o Censo, Sidrolândia possui população de 49.735 habitantes. O perfil das vítimas segue o padrão nacional identificado pelo Atlas da Violência, com predominância de homens jovens, negros ou pardos, e uso de arma de fogo na maioria dos casos.

No cenário nacional, o Atlas contabilizou 42.590 homicídios em 2024, com taxa de 20,1 mortes por 100 mil habitantes o menor índice registrado desde 2014. Em Mato Grosso do Sul, foram 519 homicídios no período, com taxa aproximada de 17,9 por 100 mil habitantes.