SIDROLÂNDIA- MS
Mãe denuncia descaso na saúde e teme morte de bebê com cardiopatia grave; Prefeitura nega omissão
Uma mãe de Sidrolândia denuncia o que classifica como descaso no atendimento público de saúde e vive dias de angústia ao tentar salvar o filho de apenas um mês e meio.
Redação/Região News
27 de Março de 2026 - 13:00

Uma mãe de Sidrolândia denuncia o que classifica como descaso no atendimento público de saúde e vive dias de angústia ao tentar salvar o filho de apenas um mês e meio, diagnosticado com Tetralogia de Fallot, uma cardiopatia congênita grave que pode exigir cirurgia urgente.
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O bebê nasceu no dia 11 de fevereiro na Santa Casa e recebeu alta com orientação de retorno em 30 dias. No entanto, segundo a família, a consulta simplesmente não foi agendada por falta de vagas início de uma peregrinação marcada por portas fechadas e falta de respostas.
“Eu já fui na Secretaria de Saúde, no posto, procurei vereador, entrei na Justiça… e ninguém me ouve. Meu filho vai morrer se continuar esperando”, desabafa a mãe, em meio ao desespero.

Ela também faz duras críticas à estrutura da unidade hospitalar onde o filho nasceu. “A Santa Casa está em situação precária, faltam condições básicas. A gente sai de lá sem nenhuma garantia de continuidade no atendimento. É desesperador”, relata.
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Diante da demora, a família recorreu à rede particular. Exames recentes, segundo a mãe, indicam agravamento do quadro clínico, incluindo comprometimento da artéria pulmonar o que aumenta ainda mais a urgência por intervenção especializada.
Além da espera por atendimento, a mãe enfrenta outro obstáculo: a falta de um laudo médico pelo SUS, documento essencial para viabilizar o encaminhamento do bebê para tratamento fora do Estado. Sem conseguir consulta com especialista, o processo segue travado. Enquanto isso, o tempo corre contra a criança.
Procurada, a secretária municipal de Saúde, Vanessa do Prado, nega que haja omissão e afirma que o caso não está sem assistência.
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Segundo ela, o atendimento foi inicialmente lançado no sistema de regulação como consulta eletiva, e não de urgência classificação que, de acordo com a secretária, será corrigida após reavaliação por cardiologista da rede.
A gestão também informou que a mãe foi incluída em um grupo de apoio na capital, com outras famílias de crianças cardiopatas, além de receber acompanhamento psicológico oferecido pela Secretaria de Saúde.




