SIDROLÂNDIA- MS
PF investiga estelionato envolvendo dono de lotérica fechada em Sidrolândia
O caso inclui denúncias de transações fictícias por meio de boletos falsos e possível fraude contra a Caixa Econômica Federal.
Redação/Região News
30 de Março de 2026 - 20:22

A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar um suposto esquema de estelionato envolvendo o proprietário da Lotérica São Bento, em Sidrolândia. O caso inclui denúncias de transações fictícias por meio de boletos falsos e possível fraude contra a Caixa Econômica Federal.
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O investigado, Waltecir Cardoso Pereira, servidor concursado da Universidade Federal da Grande Dourados, é acusado de vender a lotérica mesmo sabendo que o estabelecimento já estava com o sistema bloqueado pela Caixa desde fevereiro de 2025.
Segundo a denúncia, dois compradores de Dourados firmaram contrato no dia 7 de março de 2025, pagando R$ 285 mil de um total de R$ 520 mil. Após a negociação, descobriram que a unidade já estava em processo de revogação junto ao banco público.
Mesmo ciente da situação, o vendedor teria continuado a dar falsas garantias de que resolveria o problema, alegando inclusive apoio de “políticos importantes” do Estado.
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A investigação aponta que o suposto esquema teria começado em outubro de 2024, com a retirada de R$ 150 mil do caixa da lotérica. Para encobrir o rombo que pode ter chegado a R$ 351 mil, o investigado teria utilizado contas de terceiros para emissão de boletos fictícios.
De acordo com a denúncia, essas pessoas, incluindo estudantes da UFGD, atuariam como “laranjas”, recebendo comissões entre R$ 70 e R$ 200.
Venda sob suspeita
Um dos compradores, Erickson Benites Lima, afirma que foi induzido ao erro ao confiar na credibilidade do vendedor, que já era servidor público. Segundo ele, após assumir o negócio e constatar o bloqueio do sistema, iniciou investigação própria e descobriu indícios de fraudes documentadas pela própria Caixa.
“Ele me vendeu algo que ele mesmo destruiu”, declarou.
Atuação da PF e do MPF
O inquérito foi solicitado pelo Ministério Público Federal. Inicialmente, a Polícia Federal considerou o caso como um conflito entre particulares, mas mudou o entendimento após identificar possíveis prejuízos diretos à Caixa.
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Com isso, o caso passou a ser tratado como crime federal. O procedimento segue em sigilo.
O que dizem as instituições
A Caixa informou, em nota, que a lotérica foi encerrada conforme regras previstas em normativas internas e legislação vigente. Já a UFGD declarou que, em análise preliminar, o caso não tem relação direta com as atividades profissionais do servidor, mas foi encaminhado à Comissão de Ética para avaliação.




