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SIDROLÂNDIA- MS

Prefeitura fecha 2025 com folha de pagamento comprometendo mais de 52% da receita

No exercício de 2025, os gastos com pessoal somaram R$ 190.747.621,12, frente aos R$ 174.955.935,60 registrados em 2024, o equivalente a 52,41% da Receita Corrente Líquida, estimada em R$ 363.931.363,12.

Redação/Região News

25 de Janeiro de 2026 - 18:06

Prefeitura fecha 2025 com folha de pagamento comprometendo mais de 52% da receita
Prefeitura de Sidrolândia. Foto: Arquivo Região News

A atual gestão, eleita sob a bandeira da austeridade e do enxugamento da folha de pagamento, encerrou 2025 com a despesa com pessoal 9,03% maior do que no ano anterior, mantendo, ainda assim, o comprometimento da receita em patamar muito próximo ao observado no último ano da administração passada, duramente criticada durante a campanha eleitoral pelo inchaço da máquina pública. No exercício de 2025, os gastos com pessoal somaram R$ 190.747.621,12, frente aos R$ 174.955.935,60 registrados em 2024, o equivalente a 52,41% da Receita Corrente Líquida, estimada em R$ 363.931.363,12. Esse percentual é classificado pela Lei de Responsabilidade Fiscal como nível de alerta.

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O avanço da despesa foi absorvido pelo crescimento da receita, que aumentou aproximadamente 9% no período, passando de R$ 334.403.479,34 em 2024 para R$ 363.931.363,12 em 2025. Com isso, o município encerrou o exercício 1,59 ponto percentual abaixo do limite máximo de 54%, o que representa uma margem financeira de aproximadamente R$ 5,77 milhões para atingir o teto legal de gastos com pessoal, fixado em R$ 196.522.936,08. A permanência abaixo do limite evitou o acionamento dos mecanismos legais de contenção, ainda que sem uma redução estrutural da folha.

A evolução mensal da despesa evidencia os efeitos diretos da política remuneratória adotada ao longo do ano e da reforma administrativa que entrou em vigor em 17 de junho, responsável pela criação de novos cargos, pela manutenção de gratificações de até 100% e pela elevação do piso salarial dos servidores com Ensino Fundamental de R$ 1.200 para R$ 1.720. Os gastos com a folha também foram impactados pelo reajuste de 6,27% concedido em janeiro aos professores efetivos e de 10% nos vencimentos dos servidores temporários, a partir de 1º de junho.

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A folha de pagamento de março de 2025 somou R$ 15.144.442,63. Já em agosto, após a consolidação das mudanças administrativas, o valor mensal atingiu R$ 18.186.987,29, representando um crescimento próximo de 20% no intervalo.

Na comparação histórica, o mês de agosto permite dimensionar com clareza a continuidade do padrão de gastos entre as gestões. Em agosto de 2024, último ano da administração passada, a folha de pagamento totalizava R$ 13.766.454,32, com 3.072 servidores ativos. Um ano depois, em agosto de 2025, a despesa mensal subiu para R$ 16.326.504,32, com 3.234 servidores, um acréscimo de 162 vínculos, equivalente a crescimento de 5,27% no número de servidores. No mesmo período, o custo da folha avançou 18,6%, um aumento nominal de R$ 2,56 milhões, indicando que a elevação da despesa foi impulsionada tanto pela ampliação do quadro funcional quanto pelo aumento do custo médio por servidor.

Em 2024, os gastos com pessoal somaram R$ 174.955.935,60, comprometendo 52,32% da receita, percentual praticamente idêntico ao registrado em 2025, o que evidencia estabilidade proporcional entre os dois exercícios, apesar do crescimento expressivo dos valores absolutos.

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A trajetória recente repete um comportamento observado em exercícios anteriores. Em 2023, os gastos líquidos com pessoal atingiram R$ 165.146.286,18, um aumento de 11,79% em relação a 2022, quando as despesas haviam somado R$ 159.852.506,70. Naquele ano, parte relevante do crescimento foi atribuída ao reajuste de 14,95% concedido aos professores em março, que gerou impacto mensal estimado em R$ 700 mil na folha. Ao final de 2023, a despesa com pessoal comprometeu 52,59% da Receita Corrente Líquida, então fixada em R$ 308.499.853,95.