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SIDROLÂNDIA- MS

Produção da agricultura familiar cai 21%, mas Sidrolândia mantém liderança em vendas no Ceasa

O volume produzido passou de 2.407.227,46 quilos em 2025 para 1.896.160,39 quilos neste ano, uma redução de 511.067,07 quilos.

Redação/Região News

05 de Julho de 2026 - 10:39

Produção da agricultura familiar cai 21%, mas Sidrolândia mantém liderança em vendas no Ceasa

A agricultura familiar de Sidrolândia registrou queda de 21,23% na produção acumulada entre janeiro e maio de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Mesmo com a retração provocada principalmente pelo excesso de chuvas, o município segue como o maior produtor da Regional Campo Grande, respondendo por mais da metade dos alimentos comercializados no Centro de Comercialização da Agricultura Familiar (CECAF) que funciona na Ceasa.

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O volume produzido passou de 2.407.227,46 quilos em 2025 para 1.896.160,39 quilos neste ano, uma redução de 511.067,07 quilos. Apenas janeiro apresentou crescimento, de 9,03%, enquanto fevereiro (-24,89%), março (-38,15%), abril (-10,80%) e maio (-31,80%) registraram queda.

Segundo o balanço, as chuvas intensas desde dezembro de 2025 dificultaram o preparo do solo, o plantio, a colheita e até o transporte da produção, comprometendo o desempenho das lavouras.

Apesar do cenário, Sidrolândia manteve ampla liderança na região. Entre janeiro e maio, os agricultores do município comercializaram 943.658,15 quilos no CECAF, o equivalente a 52,29% de toda a produção da Regional Campo Grande. O volume supera com folga Terenos (357.340,82 kg), Jaraguari (220.079,48 kg), Campo Grande (190.988,20 kg) e Dois Irmãos do Buriti (62.347,99 kg).''

Entre as principais culturas produzidas estão alface, milho, abacaxi, rúcula e cebolinha, que abastecem regularmente o mercado regional.

Produtores diminuem, mas quem ficou amplia a produção

No Assentamento Eldorado II, o agricultor Rafael Pereira dos Santos, de 26 anos, confirma que a redução na produção também está relacionada à diminuição do número de agricultores.

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Segundo ele, quando começou a produzir havia cerca de 15 produtores na comunidade. Hoje restam apenas oito.

"Na verdade está diminuindo os produtores aqui na região. Alguns arrendaram os lotes e deixaram de produzir", relata.

Produção da agricultura familiar cai 21%, mas Sidrolândia mantém liderança em vendas no Ceasa

Filho de uma família que viveu sete anos acampada antes da conquista da terra, Rafael lembra que tinha apenas dois anos quando o pai entrou na luta pela reforma agrária. A família passou dois anos morando em barraco até a construção da casa definitiva.

Hoje ele cultiva cerca de cinco hectares e entrega, em média, entre 400 e 500 caixas de hortaliças por semana para a cooperativa. Em anos anteriores, a produção chegava a aproximadamente 700 caixas semanais, com o caminhão realizando até três viagens por semana para transportar os alimentos.

Em busca de aumentar a produtividade e reduzir os impactos do clima, Rafael procura uma linha de crédito para instalar estufas. Em 2022, cultivava apenas dois hectares e agora pretende ampliar a área para quatro hectares protegidos.

Cooperativa fortalece a comercialização

Outro exemplo é o agricultor Adelson Francisco, assentado no Alambari, que fornece sua produção para a Cooperativa Cooplaf. Há dez anos no assentamento, ele cultiva principalmente abobrinha verde e jiló.

A produção varia conforme a época do ano, com média semanal de cerca de 30 caixas de abobrinha e 25 caixas de jiló, alcançando aproximadamente 150 caixas comercializadas por semana. Adelson chegou a interromper temporariamente as atividades por problemas de saúde, mas voltou à produção e segue abastecendo a cooperativa.

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A Cooplaf aparece como a segunda maior fornecedora do CECAF em maio, com 48.857 quilos comercializados, demonstrando a importância da organização coletiva para manter o abastecimento mesmo em um ano de dificuldades climáticas.

O maior fornecedor individual do mês foi o agricultor familiar Joelino Teixeira Sá, responsável por 122.725 quilos entregues ao CECAF, o equivalente a 31,35% de todo o volume recebido em maio, tendo a mandioca como principal produto.