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SIDROLÂNDIA- MS

Sidrolândia registra aumento de casos de violência doméstica no 1º semestre, mas queda nos pedidos de medidas protetivas

O número de vítimas passou de 154 no primeiro semestre de 2025 para 173 no mesmo período de 2026.

Redação/Região News

26 de Julho de 2026 - 18:56

Sidrolândia registra aumento de casos de violência doméstica no 1º semestre, mas queda nos pedidos de medidas protetivas
Sidrolândia ocupa a 10ª posição no ranking estadual de registros de violência doméstica. Foto: CNJ

Dados consolidados do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul mostram uma mudança no cenário da violência doméstica em Sidrolândia no primeiro semestre de 2026. Enquanto o número de vítimas aumentou 12,3% em relação ao mesmo período do ano passado, os pedidos de Medidas Protetivas de Urgência (MPU) caíram cerca de 30%, indicando um contraste entre o crescimento das ocorrências e a redução da procura por proteção judicial.

O número de vítimas passou de 154 no primeiro semestre de 2025 para 173 no mesmo período de 2026, representando um crescimento de 12,3%.

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Com esse resultado, Sidrolândia ocupa a 10ª posição no ranking estadual de registros de violência doméstica no primeiro semestre de 2026. À frente do município aparecem Campo Grande (3.584 casos), Dourados (767), Três Lagoas (572), Corumbá (506), Ponta Porã (295), Naviraí (282), Coxim (222), Aquidauana (218) e Nova Andradina (197). Logo abaixo estão Paranaíba (170 casos), Maracaju (169) e Bataguassu (154).

Sidrolândia registra aumento de casos de violência doméstica no 1º semestre, mas queda nos pedidos de medidas protetivas

Enquanto alguns municípios registraram redução nos casos de violência doméstica, outros apresentaram crescimento. Campo Grande caiu de 4.010 vítimas para 3.584, e Dourados reduziram de 934 para 767 registros. Em contrapartida, Três Lagoas passou de 522 para 572 casos, Corumbá de 451 para 506, Coxim de 192 para 222 e Sidrolândia de 154 para 173 ocorrências.

Uma década de oscilações

A série histórica de registros de vítimas em Sidrolândia entre 2016 e 2026 revela um comportamento marcado por oscilações ao longo da última década. Os dados oficiais apontam períodos de estabilidade em patamares elevados, seguidos por momentos de redução e posterior retomada dos números.

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Entre 2016 e 2021, o município permaneceu com índices elevados de registros, mantendo uma média próxima de 350 vítimas por ano. O maior volume da série ocorreu em 2016, quando foram contabilizadas 360 ocorrências.

Nos anos seguintes, houve mudança no comportamento dos indicadores. Em 2022, o número caiu para 316 vítimas e continuou em redução no ano seguinte, chegando ao menor patamar da série recente, com 293 registros em 2023.

A tendência de queda, porém, não se manteve. Em 2024, o município voltou a apresentar crescimento, com 298 vítimas registradas, seguido por nova elevação em 2025, quando o total chegou a 322 ocorrências. Os dados do primeiro semestre de 2026 indicam que esse movimento de alta continua.

A evolução da taxa de vítimas por 100 mil mulheres reforça esse comportamento. Entre 2016 e 2021, Sidrolândia manteve índices superiores a 1.600 vítimas por 100 mil mulheres, atingindo o pico de 1.746 em 2016. Em 2017, a taxa foi de 1.741,3, passando para 1.644,3 em 2018 e 1.731,6 em 2019.

Em 2020, o indicador ficou em 1.620,0, voltando a subir para 1.693,8 em 2021. A partir de 2022 houve uma redução mais acentuada, com a taxa caindo para 1.350,4, chegando a 1.252,1 em 2023. Em 2024 houve leve alta para 1.273,5, seguida de novo crescimento em 2025, quando atingiu 1.376,1. No primeiro semestre de 2026, a taxa registrada foi de 760,2 vítimas por 100 mil mulheres, resultado parcial correspondente aos seis primeiros meses do ano.''

Queda nas medidas protetivas

Apesar do aumento no número de vítimas, os pedidos de Medidas Protetivas de Urgência (MPU) diminuíram em Sidrolândia. Foram 234 solicitações no primeiro semestre de 2025, contra 163 no mesmo período de 2026, uma redução de aproximadamente 30%.

No ranking estadual de pedidos de medidas protetivas, Sidrolândia aparece na 11ª posição, atrás de Campo Grande (3.831 pedidos), Dourados (815), Três Lagoas (578), Corumbá (486), Naviraí (273), Ponta Porã (261), Nova Andradina (209), Aquidauana (194), Coxim (192) e Paranaíba (168).

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A redução também foi observada em outras comarcas do Estado. Campo Grande reduziu de 6.409 para 3.831 pedidos; Três Lagoas de 980 para 578; Corumbá de 724 para 486; Naviraí de 477 para 273; Nova Andradina de 302 para 209; e Coxim de 259 para 192.

Embora a diminuição dos pedidos de medidas protetivas tenha sido registrada em diversas regiões, o aumento dos casos de violência doméstica em Sidrolândia chama atenção por ocorrer na direção oposta da busca por proteção judicial. Os dados reforçam a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de prevenção, proteção e incentivo à denúncia, garantindo que as vítimas tenham acesso aos mecanismos previstos na Lei Maria da Penha.