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Economia

Dólar volta a passar de R$ 3,90 por turbulências políticas

Na sexta-feira, moeda subiu 2,05%, a R$ 3,8234 na venda. Quadro de turbulências políticas no Brasil pressiona mercados.

G1

30 de Novembro de 2015 - 14:54

O dólar opera em alta nesta segunda-feira (30), pressionado pelo quadro de turbulências políticas no Brasil após a manutenção da prisão do ex-presidente do BTG Pactual, André Esteves, e após a divulgação do resultado do setor público.

Às 15h15, a moeda norte-americana subia 1,96%, a R$ 3,8985 na venda, após subir mais de 2% e atingir R$ 3,9141 na máxima da sessão, maior nível intradia desde 29 de outubro, quando foi a R$ 3,9574. Veja a cotação do dólar hoje.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, subia 1,68%, a R$ 3,8879.
Às 9h39, subia 0,88%, a R$ 3,8572.
Às 10h, subia 1,21%, a R$ 3,8697.
Às 10h29, subia 0,67%, a R$ 3,8493.
Às 11h, subia 0,56%, a R$ 3,8448.
Às 11h29, subia 0,63%, a R$ 3,8476.
Às 12h19, subia 0,47%, a R$ 3,8414.
Às 12h40, subia 0,85%, a R$ 3,8559.
Às 13h, subia 0,96%, a R$ 3,9141.
Às 13h39, subia 1,737%, a R$ 3,889.
Às 14h, subia 2,48%, a R$ 3,9183.
Às 14h48, subia 2,23%, a R$ 3,9087.

"O mercado levou um susto na abertura, mas corrigiu um pouco ao longo da manhã porque estava operando no emocional. A volatilidade é a regra, não dá para ter grandes certezas", disse à Reuters o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

No fim de semana, Esteves renunciou a todos os seus cargos no BTG após o Supremo Tribunal Federal (STF) mantê-lo preso por tempo indeterminado por suspeita de obstrução da operação Lava Jato, que investiga escândalo bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras.

A preocupação é de que mais denúncias possam surgir no campo político, bem como o próprio BTG ser muito afetado, o que poderia obrigá-lo a desmontar posições no mercado e, assim, afetar a liquidez.

Os investidores reagiram se refugiando na segurança do dólar, entendendo que as notícias deixam o quadro político brasileiro ainda mais incerto. Novas denúncias contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também se somavam ao quadro de incertezas.

Investidores também adotavam cautela antes da votação da meta de resultado primário deste ano, marcada para terça-feira no Congresso Nacional, em meio a turbulências após a prisão do ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS).

Contas do setor público

As contas de todo o setor público consolidado – que englobam o governo, estados, municípios e empresas estatais – registraram déficit primário de R$ 11,5 bilhões no mês de outubro, ante R$ 7,3 bilhões em setembro, informou o Banco Central nesta segunda. O resultado de outubro é o pior para este mês desde o início da série histórica, em dezembro de 2001, segundo o BC.

Intervenção do BC

Operadores afirmaram que o avanço do dólar foi reduzido pela intervenção do Banco Central, que fará nesta tarde leilão de venda de até US$ 2,75 bilhões com compromisso de recompra, com fim de rolar as linhas que vencem em dezembro.

Além disso, também dará início, na terça-feira, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em janeiro, sinalizando que deve repor integralmente os contratos equivalentes a venda futura de dólares.

"O BC adotou a atitude correta. Ele quer evitar que o mercado engrene em um círculo vicioso de pessimismo como aquele que vimos há alguns meses", disse à Reuters o operador de um banco internacional, referindo-se à escalada da moeda norte-americana em agosto e setembro, que levou o BC e o Tesouro Nacional a atuarem de forma conjunta no mercado.

Última sessão

Na sexta-feira (27), o dólar subiu 2,05%, a R$ 3,8234 na venda. Foi o maior valor de fechamento desde o dia 13, quando terminou o dia a R$ 3,8331, e a maior alta semanal em dois meses.

Na primeira semana de setembro, a moeda norte-americana havia acumulado alta de 7,68%, num momento de intensa aversão ao risco. Foi naquele mês que o dólar foi à máxima histórica, de R$ 4,1461, e que gerou forte atuação conjunta do Banco Central e do Tesouro Nacional nos mercados financeiros.