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ECONOMIA

Salário médio mensal do trabalhador de MS caiu 9,6% em quatro anos

Em 2009, existiam 474,6 mil trabalhadores assalariados no Estado, que ganhavam, em média, 3,1 salários mínimos.

Campo Grande News

28 de Maio de 2014 - 13:00

O salário médio mensal pago por empresas e outras organizações ao trabalhador de Mato Grosso do Sul caiu 9,6% entre 2009 e 2012. Os dados foram revelados nesta quarta-feira (28) pela pesquisa Cempre (Cadastro Central de Empresas), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 2009, existiam 474,6 mil trabalhadores assalariados no Estado, que ganhavam, em média, 3,1 salários mínimos. Nos quatro anos de intervalo da pesquisa, o número de funcionários cresceu 17,7%, saltando para 558,7 mil. Na contramão, o salário médio mensal da pessoa que trabalha caiu para 2,8 salários mínimos.

As remunerações dos trabalhadores também caíram na comparação com 2011, quando as 544,3 mil pessoas com carteira assinada recebiam, em média, pagamento mensal de 3 salários mínimos.

Conforme a pesquisa de 2012, empresas dos ramo de “atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados” são as que pagam o maior salário em Mato Grosso do Sul: média de 6,2 salários mínimos. Elas representam 1,6% (1.106) do total de empresas ativas: 67,9 mil.

Os trabalhadores que recebem os menores valores como pagamento pelos serviços prestados pertencem ao ramo de “alojamento e alimentação”. Eles representam 3,1% (17,7 mil pessoas) do total de trabalhadores assalariados do Estado e ganham média mensal de 1,4 salário mínimo.

O cenário não era diferente em 2009. Naquele ano, o trabalhador mais valorizado, com provento médio mensal de 6,1 salários mínimos, pertencia ao grupo de “atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados”; o menos valorizado, com rendimento médio mensal de 1,4 salário mínimo, atuava no segmento de “alojamento e alimentação”.

Brasil – Em âmbito nacional, o salário médio mensal do trabalhador assalariado cresceu 10,1% entre 2009 e 2012. O crescimento foi observado em todos os anos e fechou 2012 com alta de 2,1% em relação a 2011.