Policial
Conselho nacional investiga plantão que soltou filho de desembargadora
Breno Borges, filho de desembargadora, estava preso por tráfico, mas prisão foi substituída por internação provisória em clínica
Campo Grande News
26 de Julho de 2017 - 15:45
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) vai investigar possíveis irregularidades no plantão do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) que concedeu habeas corpus a Breno Fernando Solon Borges, filho da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges que estava preso desde abril acusado de tráfico de drogas.
O corregedor-geral de Justiça, João Otávio de Noronha, instaurou uma reclamação disciplinar e conforme a assessoria de imprensa do CNJ, uma equipe da Corregedoria fará diligências no tribunal com o intuito de levantar indícios que comprovem se houve ou não desvios no plantão judicial.
Não há prazo para a conclusão das apurações.
Nesta segunda-feira (24), o CNJ havia pedido informações sobre o processo ao TJMS por meio de ofício e até a manhã desta terça-feira (25), o corregedor-geral não havia decidido que iniciaria investigação. Ele abriu o procedimento para apurar o caso no início da tarde de hoje.
O caso - Filho da presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), Tânia Garcia de Freitas Borges, Breno foi preso na madrugada de 8 de abril pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), em Água Clara. Na ocasião, estava acompanhado da namorada Isabela Lima Vilalva e do serralheiro Cleiton Jean Sanches Chave.
Em dois veículos, o trio transportava 129,9 kg de maconha, 199 munições calibre 7.62 e 71 munições calibre 9 milímetros, armamento de uso restrito das Forças Armadas no Brasil.
Num outro processo, Breno, dono de empresas em Mato Grosso do Sul, é acusado de planejar a fuga de liderança de organização criminosa do presídio Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande.
A PF (Polícia Federal) chegou ao nome de Breno como participante da organização após a análise de celulares apreendidos. A polícia fez o pedido de prisão preventiva, aceito pela Justiça.
Reviravolta A primeira ordem para que Breno trocasse o presídio de Três Lagoas por uma clínica foi dada pelo desembargador Ruy Celso Barbosa Florence, que havia liberado o preso para tratamento psiquiátrico, após ser diagnosticado com Síndrome de Borderline. Como foi decretada a preventiva, ele foi mantido na prisão.
Porém, no plantão de sexta-feira (dia 21), o desembargador José Ale Ahmad Netto concedeu nova liminar para fazer valer a primeira decisão de transferência do preso.
Segundo José Ale, a imposição de óbice pelo juízo da comarca de Três Lagoas implica obstáculo indevido ao direito de Breno, que, de acordo com os laudos médicos apresentados, necessita de imediata submissão a tratamento de saúde. Breno foi interditado pela mãe.




