Policial
Executada dentro de casa, faxineira de 36 anos era acusada de tráfico de drogas em Maracaju
O imóvel onde ocorreu o homicídio já havia sido alvo de investigações policiais e é citado em denúncia do Ministério Público como ponto de comercialização de entorpecentes.
Redação/Região News
21 de Junho de 2026 - 18:58

A faxineira Kátia Lima Chimenes, de 36 anos, executada com um tiro na cabeça dentro da própria residência na noite deste sábado (20), na Vila Juquita, em Maracaju, respondia a um processo por tráfico de drogas e associação para o tráfico. O imóvel onde ocorreu o homicídio já havia sido alvo de investigações policiais e é citado em denúncia do Ministério Público como ponto de comercialização de entorpecentes.
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Segundo a acusação, Kátia e o filho Francieu Endrik Ferreira Chimenes foram denunciados após uma ação da Polícia Militar realizada em outubro de 2025. Na ocasião, os policiais receberam informações de que a residência, localizada nas proximidades da antiga Estação Ferroviária, funcionava como ponto de venda de drogas.
Durante a abordagem, um usuário foi encontrado com uma porção de crack adquirida no local. Na casa, os policiais apreenderam 12 porções de crack prontas para comercialização, uma porção de maconha e R$ 790 em dinheiro. Para o Ministério Público, a forma de acondicionamento da droga e as circunstâncias da apreensão evidenciavam a prática do tráfico.
Os autos apontam ainda que o endereço já era conhecido pelas forças de segurança. Um mês antes do flagrante que resultou na prisão de Kátia, a mesma residência havia sido alvo de outra intervenção policial, quando foram localizadas drogas e armas de fogo.
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Apesar da prisão em flagrante, Kátia e o filho obtiveram liberdade após audiência de custódia e passaram a responder ao processo fora da prisão. A ação penal ainda aguarda julgamento.
Execução
Na noite deste sábado, a residência voltou a ser palco de violência. Conforme o boletim de ocorrência, dois homens usando roupas escuras e capacetes chegaram pelos fundos do imóvel, por uma área de acesso à região conhecida como Poeirinha e à antiga Estação Ferroviária.
O filho de Kátia, que estava na casa no momento do crime, relatou que um dos suspeitos entrou pela janela da cozinha, enquanto o comparsa permaneceu do lado de fora dando cobertura.
Kátia estava na sala quando foi surpreendida e atingida por um disparo na cabeça. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima já estava sem sinais vitais.
O companheiro da vítima contou à polícia que estava em um dos quartos trocando de roupa quando ouviu o disparo. Ao sair para verificar o que havia ocorrido, encontrou Kátia caída no chão e se deparou com um dos autores armado.
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Segundo o depoimento, o criminoso apontou a arma em sua direção, ordenou que abaixasse a cabeça e tentou efetuar um disparo. O homem afirmou ter ouvido o acionamento do gatilho, mas a arma falhou. Em seguida, os suspeitos fugiram pela mesma janela utilizada para entrar na residência.
Durante a perícia, foram recolhidas duas cápsulas deflagradas de munição calibre 380. Os peritos constataram que Kátia foi atingida por um único tiro na cabeça. A segunda munição encontrada pode estar relacionada à tentativa de disparo contra o companheiro da vítima, circunstância que ainda será apurada.
A Polícia Civil busca imagens de câmeras de segurança e realiza diligências para identificar os autores e esclarecer a motivação do homicídio. Até o momento, ninguém foi preso.




