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Política

PSB espera manifestação imediata de Daltro para viabilizar novo projeto de candidatura

Flávio Paes/Região News

03 de Março de 2021 - 09:34

PSB espera manifestação imediata de Daltro para viabilizar novo projeto de candidatura
Presidente do diretório municipal do PSB, Gilmar Antunes. Foto: Arquivo/RN

O PSB, principal partido aliado do MDB na eleição de novembro, espera que o ex-prefeito Daltro Fiúza, diante da decisão do TSE, que indeferiu o registro da sua candidatura e determinou a realização de eleições suplementar, já venha a público confirmar seu engajamento na construção de outro projeto de candidatura para disputar a nova eleição.

Quando o partido optou pelo apoio ao ex-prefeito sabia do risco de uma eleição suplementar, mas Daltro sempre sinalizou que em qualquer circunstância estaria engajado no projeto político do grupo”, comenta o presidente do diretório municipal do PSB, Gilmar Antunes.

O PSB elegeu três vereadores e com 3.427 votos foi a terceira chapa mais votada, superando inclusive o MDB, partido de Daltro. “O adversário (o PSDB) já está em campo. Tem candidato definido. Nós não podemos ficar reféns da decisão de outros partidos”, observa o dirigente socialista.

Hoje a prefeita interina Vanda Camilo (PP), segundo Gilmar, é uma alternativa competitiva do grupo para disputar a eleição, mas a candidatura dela depende do aval de seu partido que tem dado sinais, de que continuará no palanque do PSDB.

“Não podemos simplesmente ficar esperando o PP, que pode esticar esta decisão até a última hora e simplesmente optar por manter o apoio ao Enelvo”, comenta Gilmar. O presidente do diretório municipal dos Progressistas, Kennedi Forgiarini, já manifestou apoio ao tucano e junto com a vereadora Juscinei Claro, esteve na casa de Enelvo ontem à noite, para comemorar a decisão do TSE. Juscinei é irmã do deputado Gerson Claro, principal liderança do partido em Sidrolândia.

O temor do PSB e do próprio MDB, é que Daltro reproduza agora o seu comportamento histórico quando ele não é o próprio candidato. “Daltro não pode ficar a margem do processo eleitoral, como assim o fez em 2016; seu partido subiu no palanque de Marcelo Ascoli e ele, Daltro, foi pra casa”, concluiu.